SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Lactente de 1 ano e 6 meses portador de anemia falciforme é levado ao atendimento médico por palidez, irritabilidade e dor abdominal. Ao ex. físico: Temp 38°C, hipocorado (3+/4+), baço palpável 5 cm RCE; Hemograma( Hb 5 g/dl; VCM 83fl; leucócitos 18.000/mm³). Principal hipótese diagnóstica:
Anemia falciforme + lactente + esplenomegalia aguda + queda súbita Hb → Crise de sequestro esplênico.
A crise de sequestro esplênico é uma complicação grave e potencialmente fatal da anemia falciforme, comum em lactentes e crianças pequenas. Caracteriza-se por um aumento agudo do baço e queda abrupta dos níveis de hemoglobina, devido ao acúmulo de sangue no órgão.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que causa uma série de complicações, sendo as crises de sequestro esplênico uma das mais graves, especialmente em crianças pequenas (geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade). Essa condição é caracterizada pelo aprisionamento agudo de uma grande quantidade de sangue no baço, levando a uma hipovolemia e anemia súbita e profunda. Clinicamente, a crise de sequestro esplênico manifesta-se por palidez, irritabilidade, dor abdominal, taquicardia e, crucialmente, um aumento rápido e significativo do tamanho do baço. O hemograma revela uma queda acentuada da hemoglobina, que pode ser fatal se não tratada prontamente. O diagnóstico é clínico, baseado na história de anemia falciforme, nos sintomas e no exame físico que revela esplenomegalia. O tratamento emergencial consiste em estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão de concentrado de hemácias para restaurar o volume sanguíneo e a capacidade de transporte de oxigênio. A prevenção de crises recorrentes pode incluir esplenectomia, embora a vacinação e a profilaxia antibiótica sejam essenciais para reduzir o risco de infecções pós-esplenectomia. É fundamental que residentes reconheçam rapidamente essa emergência para evitar desfechos fatais.
Os sinais incluem palidez súbita, irritabilidade, dor abdominal, taquicardia, e o achado mais característico é a esplenomegalia aguda e dolorosa, acompanhada de uma queda significativa nos níveis de hemoglobina.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e transfusão de concentrado de hemácias para corrigir a anemia grave. A esplenectomia pode ser considerada após crises recorrentes.
A crise de sequestro esplênico é marcada por esplenomegalia aguda e queda da hemoglobina, enquanto a crise hiper-hemolítica apresenta reticulocitose e a crise aplásica (geralmente por Parvovírus B19) cursa com reticulocitopenia e supressão medular.
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