SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Uma criança de 2 anos de idade, do sexo feminino, com diagnóstico prévio de doença falciforme foi levada pelos pais ao hospital com quadro de astenia, palidez e dor abdominal, com piora nas últimas horas. Ao exame físico, a criança foi notada letárgica e com baço palpável a cerca de 5 cm do rebordo costal esquerdo.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada em relação à criança.
Doença falciforme + esplenomegalia aguda + palidez/astenia → Crise de Sequestro Esplênico → Transfusão urgente.
A crise de sequestro esplênico é uma emergência grave na doença falciforme, caracterizada por esplenomegalia aguda e queda súbita da hemoglobina, levando a hipovolemia e choque. A transfusão urgente de concentrado de hemácias é a conduta salvadora para restaurar o volume intravascular e a capacidade de transporte de oxigênio.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia genética que causa uma série de complicações, sendo a crise de sequestro esplênico uma das mais graves e potencialmente fatais em crianças pequenas. É caracterizada pelo acúmulo agudo de grande volume de sangue no baço, levando a uma queda súbita e acentuada da hemoglobina e, consequentemente, a hipovolemia e choque. É mais comum em crianças menores de 5 anos, antes que ocorra a autoesplenectomia funcional. A fisiopatologia envolve a oclusão dos sinusoides esplênicos por hemácias falcizadas, resultando em sequestro de sangue. Clinicamente, a criança apresenta palidez, astenia, dor abdominal e um baço rapidamente aumentado de tamanho. A letargia e os sinais de choque (taquicardia, hipotensão) indicam gravidade. O diagnóstico é clínico, confirmado pela hemoglobina baixa e reticulocitose. É crucial diferenciar de outras causas de dor abdominal e anemia. A conduta adequada é uma emergência médica. A prioridade é a estabilização hemodinâmica com transfusão urgente de concentrado de hemácias para corrigir a anemia e a hipovolemia. Hidratação venosa e analgesia também são importantes. A monitorização contínua é essencial. A esplenectomia de urgência não é a conduta inicial, sendo reservada para casos de crises recorrentes ou quando há risco de ruptura esplênica, após a estabilização do paciente. A profilaxia com penicilina e vacinas é fundamental para pacientes esplenectomizados.
Os sinais incluem palidez súbita, fraqueza (astenia), dor abdominal, letargia e, o mais característico, esplenomegalia aguda e progressiva. A criança pode apresentar sinais de hipovolemia e choque, como taquicardia e hipotensão.
A conduta inicial mais importante é a transfusão urgente de concentrado de hemácias. Isso visa corrigir a anemia grave e restaurar o volume intravascular, combatendo a hipovolemia e prevenindo o choque. A hidratação e analgesia são medidas de suporte adicionais.
A esplenectomia de urgência não é a primeira linha porque a prioridade é estabilizar o paciente com transfusão e volume. A esplenectomia pode ser considerada em casos de crises recorrentes e graves, mas não na fase aguda inicial, que requer reposição volêmica e de hemácias.
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