CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Pré–escolar de 02 anos, portador de anemia falciforme é levado a emergência apresentando dor abdominal, palidez acentuada (Hg 3g|dl), hipovolemia, reticulocitose, taquicardia, taquipneia, prostação, baço 5 cm do Rebordo Costal Esquerdo (RCE). A hipótese diagnostica mais provável é:
Criança falciforme + esplenomegalia aguda + hipovolemia + anemia grave + reticulocitose = Crise de Sequestro Esplênico.
A crise de sequestro esplênico é uma emergência grave na anemia falciforme, caracterizada pelo aprisionamento agudo de grande volume de sangue no baço, levando a esplenomegalia súbita, anemia grave e hipovolemia. A reticulocitose indica que a medula óssea está tentando compensar a perda sanguínea.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que predispõe a diversas complicações agudas e crônicas. A crise de sequestro esplênico é uma das emergências mais graves na pediatria, especialmente em crianças pequenas (geralmente < 5 anos), e é uma das principais causas de mortalidade nessa faixa etária. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevivência do paciente. Fisiopatologicamente, a crise de sequestro esplênico ocorre devido ao aprisionamento maciço de eritrócitos falciformes no baço, levando a um rápido aumento do órgão e a uma autotransfusão interna, resultando em hipovolemia e anemia grave. Os sinais clínicos incluem palidez acentuada, dor abdominal, esplenomegalia súbita e progressiva, e sinais de choque. A reticulocitose é um achado laboratorial importante que diferencia esta crise da crise aplástica. O tratamento emergencial consiste na reposição volêmica agressiva com cristaloides e transfusão de concentrado de hemácias para reverter a anemia e o choque. A esplenectomia pode ser considerada após o primeiro episódio para prevenir recorrências. Para o residente, é fundamental dominar o diagnóstico diferencial das crises falciformes e a abordagem terapêutica imediata para garantir o melhor desfecho para esses pacientes vulneráveis.
Os sinais e sintomas incluem palidez súbita e acentuada, dor abdominal, esplenomegalia aguda e progressiva, taquicardia, taquipneia, prostração, e sinais de hipovolemia ou choque, como pulsos finos e tempo de enchimento capilar prolongado.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides) e transfusão de concentrado de hemácias para corrigir a anemia grave. O monitoramento contínuo dos sinais vitais e do tamanho do baço é crucial.
A principal diferença laboratorial é a contagem de reticulócitos: na crise de sequestro esplênico, há reticulocitose (medula óssea hiperativa), enquanto na crise aplástica, há reticulocitopenia (medula óssea hipoativa, geralmente por infecção por parvovírus B19).
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