FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Lactente de 11 meses é admitido na emergência com tosse paroxística, chiado no peito, tiragem subcostal e intercostal. À oximetria de pulso apresentou saturação de 92%. Foi iniciado beta 2inalatório, com manutenção do quadro acima descrito após a terceira nebulização. Indique a conduta recomendada:
Lactente com desconforto respiratório grave e falha terapêutica inicial → internação, corticoide EV, hidratação e investigação de infecção secundária.
Um lactente de 11 meses com desconforto respiratório grave, hipoxemia (SatO2 92%) e falha de resposta a múltiplas doses de beta-2 agonista inalatório indica uma crise respiratória grave, seja por asma ou bronquiolite. A conduta exige internação hospitalar para suporte intensivo, incluindo corticoterapia sistêmica (EV), hidratação adequada e investigação de possíveis complicações bacterianas, como pneumonia.
Crises respiratórias em lactentes são emergências pediátricas frequentes, com etiologias que variam desde bronquiolite viral até asma. A avaliação da gravidade é crucial para determinar a conduta, e sinais como taquipneia, tiragem, chiado, e, principalmente, hipoxemia (saturação de pulso < 92%) indicam um quadro grave que exige atenção imediata e, frequentemente, internação hospitalar. O tratamento inicial geralmente envolve a administração de beta-2 agonistas inalatórios. No entanto, a falha de resposta após múltiplas doses, como descrito na questão, é um forte indicativo de que o quadro é refratário e necessita de uma abordagem mais intensiva. Nesses casos, a internação hospitalar é imperativa para monitorização contínua, suporte respiratório, hidratação adequada e administração de medicamentos por via endovenosa. A corticoterapia sistêmica (endovenosa) é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas. Além disso, a investigação para infecção bacteriana associada, como pneumonia, é essencial, pois infecções secundárias podem agravar o quadro e exigir antibioticoterapia. A abordagem multidisciplinar e a vigilância constante são chaves para o manejo bem-sucedido de lactentes com crise respiratória grave.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal e intercostal, batimento de asa de nariz, cianose, gemência, saturação de oxigênio persistentemente baixa (<92%) e falha de resposta ao tratamento inicial com broncodilatadores.
A corticoterapia sistêmica (oral ou EV) é indicada em crises asmáticas moderadas a graves e em casos de bronquiolite grave com fatores de risco ou falha de resposta a outras terapias, visando reduzir a inflamação das vias aéreas.
Em lactentes com crise respiratória grave, especialmente com falha de resposta ao tratamento padrão, há um risco aumentado de infecção bacteriana secundária (ex: pneumonia bacteriana), que pode complicar o quadro e necessitar de antibioticoterapia.
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