HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Pré-escolar de dois anos com crescimento e desenvolvimento adequados é trazido ao consultório porque, após ter sido contrariado, apresentou duas crises de choro seguidas de apnéia e perda de consciência. A conduta mais indicada é:
Crise de perda de fôlego pós-choro em pré-escolar → comportamento benigno, orientar pais.
As crises de perda de fôlego (espasmos do soluço) são eventos benignos e comuns em crianças pequenas (6 meses a 6 anos), geralmente desencadeadas por raiva, frustração ou dor. Caracterizam-se por choro intenso, apnéia, cianose ou palidez e, ocasionalmente, perda de consciência. A conduta principal é tranquilizar e orientar os pais sobre a natureza benigna do quadro.
As crises de perda de fôlego, ou espasmos do soluço, são fenômenos comuns e benignos na faixa etária pré-escolar, tipicamente ocorrendo entre os 6 meses e os 6 anos de idade. Elas são desencadeadas por eventos emocionais intensos, como raiva, frustração, dor ou susto, e caracterizam-se por um choro vigoroso seguido de apnéia, que pode levar à cianose (tipo cianótico) ou palidez (tipo pálido) e, em alguns casos, perda de consciência breve. A fisiopatologia envolve uma resposta autonômica exagerada ao estresse, resultando em bradicardia e/ou apnéia reflexa. Embora assustadoras para os pais, essas crises são autolimitadas e não causam danos neurológicos a longo prazo. O diagnóstico é clínico, baseado na história detalhada, e exames complementares raramente são necessários, a menos que haja atipicidades ou suspeita de outras condições. A conduta mais apropriada para residentes é tranquilizar e educar os pais sobre a natureza benigna do quadro, explicando que a criança não está "prendendo a respiração de propósito" e que a resposta mais eficaz é manter a calma e garantir a segurança da criança. Evitar reforçar o comportamento que leva à crise e focar em estratégias de manejo de birras e frustrações é fundamental. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea na maioria dos casos até a idade escolar.
As crises de perda de fôlego, ou espasmos do soluço, são episódios benignos e involuntários em crianças pequenas (geralmente entre 6 meses e 6 anos), caracterizados por choro intenso, apnéia, cianose ou palidez, e ocasionalmente perda de consciência, desencadeados por frustração, raiva ou dor.
As crises de perda de fôlego são tipicamente desencadeadas por um evento emocional (choro, raiva) e seguem um padrão previsível de apnéia e cianose/palidez. Crises epilépticas geralmente não têm um gatilho emocional tão claro, podem ter movimentos tônico-clônicos e não são precedidas por apnéia prolongada após choro.
A conduta principal é tranquilizar os pais, explicando a natureza benigna e autolimitada do quadro. É importante orientá-los a manter a calma, colocar a criança em segurança e evitar reforçar o comportamento que leva à crise, focando na prevenção dos gatilhos emocionais.
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