HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
Sobre anormalidades respiratórias e musculares associadas à Miastenia Gravis - MG, somente mostra erro o item:
Insuficiência respiratória em Miastenia Gravis por fraqueza muscular → Crise Miastênica.
A insuficiência respiratória aguda devido à fraqueza dos músculos diafragmáticos e acessórios é a principal característica da crise miastênica, uma emergência médica. A avaliação da capacidade de contar em voz alta é um método rápido para triar a função respiratória à beira do leito.
A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune crônica que afeta a junção neuromuscular, resultando em fraqueza e fadiga muscular flutuante. As anormalidades respiratórias são as mais temidas e potencialmente fatais, culminando na crise miastênica. Esta é definida por uma exacerbação grave da fraqueza muscular que compromete a ventilação, levando à insuficiência respiratória aguda. A fraqueza pode afetar o diafragma, os músculos intercostais e os músculos acessórios da respiração, tornando a respiração ineficaz. A avaliação da função respiratória à beira do leito é crucial. Testes simples como a capacidade de contar em voz alta (contar até 20 sem respirar novamente) ou a medição da capacidade vital forçada (CVF) são indicadores importantes. Uma CVF abaixo de 15-20 mL/kg ou a incapacidade de contar até 20 sugere risco iminente de falência respiratória e pode indicar a necessidade de intubação e ventilação mecânica. Outras características da MG incluem sensibilidade e reflexos normais, pois a doença afeta a transmissão neuromuscular e não o sistema nervoso central ou periférico. O manejo da crise miastênica envolve suporte respiratório agressivo, geralmente com intubação e ventilação mecânica, além de terapias imunomoduladoras como plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa (IVIG). O reconhecimento precoce dos sinais de insuficiência respiratória e a intervenção rápida são determinantes para o prognóstico do paciente. A fraqueza muscular em MG é tipicamente proximal e assimétrica, embora o envolvimento apendicular seja comum, o predomínio distal é raro.
Os sinais de alerta incluem dispneia, dificuldade para falar ou engolir, fraqueza progressiva dos músculos faciais e do pescoço, e incapacidade de tossir eficazmente. A piora da fraqueza respiratória é o sinal mais crítico.
À beira do leito, pode-se pedir ao paciente para contar em voz alta até 20 após uma inspiração máxima. A incapacidade de fazê-lo sem respirar novamente sugere comprometimento. A medição da capacidade vital forçada (CVF) é o padrão-ouro para monitorar a função respiratória.
A fraqueza do diafragma e dos músculos intercostais é central na crise miastênica, pois são os principais músculos da respiração. Sua disfunção leva à hipoventilação e insuficiência respiratória, exigindo suporte ventilatório.
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