Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma paciente com 25 dias de vida, portadora de síndrome de Down, estenose infundibular pulmonar, comunicação interventricular, hipertrofia concêntrica do ventrículo direito e dextroposição da aorta, está internada desde o nascimento para ganho de peso. Apresentou, imediatamente após a punção de acesso venoso periférico, quadro de irritabilidade, choro inconsolável e agravamento severo de cianose.Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que, no atendimento à paciente, além de oxigenoterapia, deve-se considerar a prescrição de
Crise hipóxica em cardiopata congênito → Posição joelho-tórax, O2, morfina, fluidos, betabloqueadores.
Crises hipóxicas são emergências em pacientes com cardiopatias cianóticas, como a Tetralogia de Fallot. O tratamento visa reduzir o espasmo infundibular pulmonar e aumentar o fluxo sanguíneo pulmonar, utilizando medidas como oxigênio, morfina para sedação e redução da taquipneia, e fluidos para aumentar o retorno venoso e o enchimento do ventrículo direito. Betabloqueadores são usados para relaxar o infundíbulo.
As crises hipóxicas, também conhecidas como crises de cianose ou "spells", são emergências pediátricas que ocorrem em pacientes com cardiopatias congênitas cianóticas, principalmente a Tetralogia de Fallot. Caracterizam-se por um aumento súbito da cianose e hipoxemia, geralmente precipitadas por choro, alimentação ou estresse, que levam a um espasmo do infundíbulo pulmonar, aumentando o shunt da direita para a esquerda. A fisiopatologia envolve o aumento da resistência vascular pulmonar devido ao espasmo infundibular e a diminuição da resistência vascular sistêmica, exacerbando o fluxo de sangue não oxigenado para a aorta. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais de cianose progressiva, irritabilidade e taquipneia. É crucial reconhecer esses sinais precocemente para evitar complicações neurológicas graves. O tratamento imediato visa quebrar o ciclo de hipoxemia e espasmo. Inclui posicionamento joelho-tórax para aumentar a resistência vascular sistêmica, oxigenoterapia, sedação com morfina para reduzir a taquipneia e o estresse, e expansão volêmica com cristaloide para aumentar o retorno venoso e o enchimento do ventrículo direito. Se não houver melhora, betabloqueadores como o propranolol podem ser administrados para relaxar o infundíbulo pulmonar. Em casos refratários, pode-se considerar a transfusão sanguínea para otimizar a capacidade de transporte de oxigênio.
Os sinais incluem irritabilidade súbita, choro inconsolável, aumento da cianose, taquipneia e, em casos graves, letargia e convulsões.
A conduta inicial envolve posicionar o bebê em joelho-tórax, administrar oxigênio, sedar com morfina e expandir volume com cristaloide.
Betabloqueadores, como o propranolol, são usados para relaxar o espasmo do infundíbulo pulmonar, aumentando o fluxo sanguíneo para os pulmões e melhorando a oxigenação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo