SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Lactente de 5 meses de idade, portador de tetralogia de Fallot, apresenta, repentinamente, piora da cianose, dispneia e agitação. A conduta a ser instituída para a reversão do quadro é:
Crise hipóxica em Tetralogia de Fallot → Oxigênio, posição genupeitoral, morfina, propranolol e ketamina.
As crises hipóxicas na Tetralogia de Fallot são emergências pediátricas causadas por espasmo infundibular, aumentando o shunt direita-esquerda. A conduta visa reduzir o retorno venoso sistêmico, aumentar a resistência vascular sistêmica e diminuir o espasmo do trato de saída do ventrículo direito.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, caracterizada por estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da aorta e hipertrofia do ventrículo direito. As crises hipóxicas, ou "crises de cianose", são emergências pediátricas que ocorrem quando há um aumento súbito e grave do shunt direita-esquerda, resultando em hipoxemia e acidose metabólica. Essas crises são precipitadas por fatores como choro, alimentação ou desidratação, que aumentam a demanda metabólica e o espasmo infundibular. O manejo imediato de uma crise hipóxica visa reverter a hipoxemia e a acidose. A conduta inclui a administração de oxigênio para melhorar a saturação, a adoção da posição genupeitoral (ou fetal) para aumentar a resistência vascular sistêmica e, consequentemente, o fluxo pulmonar. O bicarbonato de sódio é utilizado para corrigir a acidose metabólica, que agrava o espasmo infundibular. Medicamentos como a morfina são administrados para sedar o paciente, reduzir a ansiedade e a demanda de oxigênio. O propranolol, um beta-bloqueador, é fundamental para relaxar o espasmo do trato de saída do ventrículo direito. A ketamina, um anestésico dissociativo, pode ser usada para sedação e tem o benefício de aumentar a resistência vascular sistêmica, sendo útil em casos refratários. A epinefrina (adrenalina) é reservada para casos de choque ou bradicardia grave, enquanto a digoxina não é indicada para crises agudas.
É causada por um espasmo do infundíbulo pulmonar, que aumenta a obstrução da via de saída do ventrículo direito, levando a um maior shunt direita-esquerda e diminuição do fluxo sanguíneo pulmonar.
A posição genupeitoral (ou fetal) aumenta a resistência vascular sistêmica, o que diminui o shunt direita-esquerda e aumenta o fluxo sanguíneo para os pulmões, melhorando a oxigenação.
A morfina reduz a ansiedade e a demanda metabólica, enquanto o propranolol (beta-bloqueador) alivia o espasmo infundibular, ambos essenciais para reverter a crise.
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