Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Menino, 2 anos, portador de Tetralogia de Fallot, chega a emergencia com relato de cianose generalizada persistente após crise de choro intensa iniciados há 20 minutos. TAX: 36,3°C; FC: 150 bpm , PA: 87x50 mmHg; SatO2 65%; FR 35 irpm. Qual medida farmacológica deve ser adotada na admissão deste paciente?
Crise hipoxêmica em Tetralogia de Fallot → Morfina (sedação), posição joelho-tórax, oxigênio, fluidos, beta-bloqueadores e, se necessário, fenilefrina.
As crises hipoxêmicas (tet spells) na Tetralogia de Fallot são emergências pediátricas causadas por espasmo da via de saída do ventrículo direito, aumentando o shunt da direita para a esquerda. A morfina é uma medida farmacológica importante para sedar o paciente, reduzir o estresse e a taquipneia, diminuindo o consumo de oxigênio e o espasmo do infundíbulo pulmonar, ajudando a quebrar o ciclo da crise.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, caracterizada por quatro defeitos: comunicação interventricular, estenose pulmonar (ou obstrução da via de saída do ventrículo direito), dextroposição da aorta e hipertrofia do ventrículo direito. As crises hipoxêmicas, ou 'tet spells', são emergências pediátricas que ocorrem quando há um aumento súbito da obstrução da via de saída do ventrículo direito, levando a um shunt direita-esquerda massivo e hipoxemia grave. O manejo inicial de uma crise hipoxêmica visa quebrar o ciclo de espasmo e hipoxemia. Medidas não farmacológicas incluem colocar o lactente em posição joelho-tórax para aumentar a resistência vascular sistêmica e, consequentemente, diminuir o shunt direita-esquerda. A administração de oxigênio pode ser útil, mas sua eficácia é limitada devido à obstrução ao fluxo pulmonar. A morfina é uma medicação chave, pois promove sedação, reduz a ansiedade e a taquipneia, diminuindo o consumo de oxigênio e o espasmo infundibular. Além da morfina, fluidos intravenosos são importantes para otimizar a pré-carga. Beta-bloqueadores, como o propranolol, podem ser administrados para relaxar o músculo infundibular. Em casos refratários, vasopressores alfa-agonistas, como a fenilefrina, podem ser usados para aumentar a resistência vascular sistêmica e reduzir o shunt. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são cruciais para prevenir danos neurológicos e outras complicações graves.
Uma crise hipoxêmica é caracterizada por um aumento súbito e acentuado da cianose, taquipneia, irritabilidade ou letargia, e pode levar à perda de consciência. Geralmente é desencadeada por choro, alimentação ou defecação, que aumentam o espasmo da via de saída do ventrículo direito.
A crise ocorre devido a um espasmo dinâmico da via de saída do ventrículo direito, que aumenta a obstrução ao fluxo pulmonar. Isso leva a um maior shunt de sangue não oxigenado do ventrículo direito para a aorta através da comunicação interventricular, resultando em hipoxemia grave.
Outras medidas incluem colocar o paciente em posição joelho-tórax (aumenta a resistência vascular sistêmica), administrar oxigênio (embora limitado em sua eficácia), fluidos intravenosos para aumentar a pré-carga, beta-bloqueadores (como propranolol) para relaxar o infundíbulo, e, em casos refratários, vasopressores alfa-agonistas como a fenilefrina para aumentar a resistência vascular sistêmica.
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