Tetralogia de Fallot: Manejo da Crise Hipoxêmica em Emergência

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Atendimento ao paciente com crise hipoxêmica da Tetralogia de Fallot: primeiros 5 minutos são preconizadas a remoção dos fatores precipitantes - posição genupeitoral ou flexão joelho tórax e a oxigenioterapia. Imediatamente depois disso, entre 5 e 10 minutos de atendimento, qual é a conduta indicada?

Alternativas

  1. A) Expansão volêmica.
  2. B) Terapia intravascular.
  3. C) Ventilação mecânica.
  4. D) Uso de ß bloqueadores

Pérola Clínica

Crise hipoxêmica Tetralogia de Fallot: Posição genupeitoral + O2 → Expansão volêmica (5-10 min) → Beta-bloqueador.

Resumo-Chave

A crise hipoxêmica na Tetralogia de Fallot é uma emergência pediátrica caracterizada por cianose súbita e intensa. Após as medidas iniciais de posicionamento e oxigenioterapia, a expansão volêmica com soro fisiológico é a próxima conduta, pois aumenta o retorno venoso e o fluxo sanguíneo pulmonar, melhorando a oxigenação.

Contexto Educacional

A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, caracterizada por uma combinação de quatro defeitos que resultam em uma mistura de sangue oxigenado e não oxigenado e fluxo sanguíneo pulmonar reduzido. As crises hipoxêmicas, ou "tet spells", são episódios de cianose súbita e intensa, dispneia e agitação, que podem ser fatais se não tratadas rapidamente. A fisiopatologia da crise hipoxêmica envolve um aumento do espasmo do infundíbulo pulmonar (estenose dinâmica), que agrava a obstrução ao fluxo sanguíneo para os pulmões. Isso leva a um aumento do shunt da direita para a esquerda através da comunicação interventricular, resultando em hipoxemia grave. Fatores precipitantes incluem choro, alimentação, defecação ou desidratação. O manejo imediato visa reverter a hipoxemia e o espasmo infundibular. As primeiras medidas incluem posicionamento (genupeitoral ou flexão joelho-tórax) para aumentar a resistência vascular sistêmica e oxigenioterapia. Em seguida, a expansão volêmica com soro fisiológico é crucial para aumentar o pré-carga e o fluxo pulmonar. Se a crise persistir, beta-bloqueadores (para relaxar o infundíbulo) e, em casos refratários, vasopressores (como fenilefrina) ou morfina podem ser utilizados.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Tetralogia de Fallot?

A Tetralogia de Fallot é composta por quatro defeitos cardíacos: estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da aorta (aorta cavalgante) e hipertrofia ventricular direita.

Por que a posição genupeitoral ajuda na crise hipoxêmica?

A posição genupeitoral aumenta a resistência vascular sistêmica (RVS), o que diminui o shunt da direita para a esquerda através da CIV e, consequentemente, aumenta o fluxo sanguíneo pulmonar, melhorando a oxigenação.

Quando são indicados os beta-bloqueadores na crise hipoxêmica da Tetralogia de Fallot?

Os beta-bloqueadores, como o propranolol, são indicados se as medidas iniciais (posicionamento, oxigênio, expansão volêmica) não forem suficientes. Eles reduzem o espasmo infundibular do ventrículo direito, diminuindo a obstrução ao fluxo pulmonar.

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