Crise Hipertensiva na Gestação: Opções de Tratamento Seguro

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

Gestante de 32 semanas dá entrada na emergência com pressão arterial de 180 x 120 mmHg. As drogas que são consideradas boas opções para o tratamento da crise hipertensiva na gestante são:

Alternativas

  1. A) Nifedipina e hidralazina.
  2. B) Metildopa e hidralazina.
  3. C) Furosemida e metildopa.
  4. D) Captopril e metildopa.

Pérola Clínica

Crise hipertensiva gestacional (PA > 160/110 mmHg) → Nifedipina oral, Hidralazina IV ou Labetalol IV são opções seguras.

Resumo-Chave

O manejo da crise hipertensiva na gestação é crucial para prevenir complicações maternas e fetais. Nifedipina (oral), hidralazina (intravenosa) e labetalol (intravenoso) são as drogas de primeira linha recomendadas, pois são eficazes e seguras para a gestante e o feto.

Contexto Educacional

A crise hipertensiva na gestação, definida por pressões arteriais ≥ 160/110 mmHg, é uma emergência obstétrica que exige tratamento imediato para prevenir complicações graves como AVC materno, descolamento prematuro de placenta, edema pulmonar e insuficiência renal. É frequentemente associada à pré-eclâmpsia grave. As drogas de primeira linha para o manejo agudo incluem a nifedipina oral (bloqueador de canal de cálcio), a hidralazina intravenosa (vasodilatador direto) e o labetalol intravenoso (betabloqueador com ação alfa-bloqueadora). Essas opções são consideradas seguras e eficazes para a gestante e o feto. A metildopa, embora segura na gravidez, tem início de ação mais lento e é preferida para o controle crônico da hipertensão. É crucial evitar medicamentos como inibidores da ECA e bloqueadores do receptor de angiotensina devido aos seus efeitos teratogênicos e nefrotóxicos no feto. O sulfato de magnésio é utilizado para prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia), não como anti-hipertensivo primário, embora possa ter um leve efeito hipotensor. O manejo adequado é vital para otimizar os desfechos materno-fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir uma crise hipertensiva na gestação?

Uma crise hipertensiva na gestação é definida por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg, confirmada em duas aferições com intervalo de 15 minutos.

Por que a metildopa não é a primeira escolha para crise hipertensiva aguda?

A metildopa é um anti-hipertensivo de ação mais lenta, sendo mais utilizada para o controle crônico da hipertensão na gestação. Para crises agudas, são necessárias drogas de ação rápida.

Quais medicamentos anti-hipertensivos são contraindicados na gestação e por quê?

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são contraindicados devido ao risco de malformações fetais, oligodrâmnio e insuficiência renal neonatal.

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