Tratamento da Crise Hipertensiva na Pré-eclâmpsia Grave

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Gestante com diagnóstico de pré-eclampsia , desde a 30ª semana de gestação, encontra-se em uso de alfametildopa 2g/dia. No momento está na 34ª semana de gestação, e procurou a emergência devido à forte cefaleia com e presença de escotomas. A verificação da PA constata 170x110mmHg.Indique a medicação (droga) anti-hipertensiva endovenosa de 1ª escolha que deve ser administrada imediatamente.

Alternativas

Pérola Clínica

PA ≥ 160/110 + sintomas premonitórios → Hidralazina EV ou Nifedipino VO imediato.

Resumo-Chave

Em gestantes com níveis pressóricos de emergência (≥ 160/110 mmHg) e sinais de iminência de eclâmpsia, o objetivo é reduzir a PA para prevenir AVC, utilizando preferencialmente Hidralazina EV ou Labetalol EV.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia com sinais de gravidade é definida pela presença de hipertensão arterial associada a sintomas de disfunção de órgãos-alvo ou níveis pressóricos severos (≥ 160/110 mmHg). O manejo imediato foca na estabilização materna para prevenir complicações fatais como o acidente vascular cerebral hemorrágico e o descolamento prematuro de placenta. A hidralazina atua como um vasodilatador arterial direto, reduzindo a resistência vascular periférica. É fundamental o monitoramento contínuo da vitalidade fetal durante a redução da PA, pois a autorregulação do fluxo placentário é limitada em condições de hipertensão crônica ou pré-eclâmpsia.

Perguntas Frequentes

Qual a droga de escolha para crise hipertensiva na gestação no Brasil?

No Brasil, a Hidralazina endovenosa é amplamente utilizada como primeira linha devido à disponibilidade. O esquema consiste em 5mg EV, podendo repetir a cada 20 minutos até o controle pressórico ou dose máxima de 20-30mg. O Nifedipino de liberação imediata (10mg VO) também é uma alternativa eficaz e recomendada por diretrizes internacionais como o ACOG.

Quais os alvos pressóricos na emergência hipertensiva obstétrica?

O objetivo não é a normotensão, mas sim manter a PA sistólica entre 140-150 mmHg e a diastólica entre 90-100 mmHg. Reduções bruscas ou excessivas podem comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário, resultando em desacelerações da frequência cardíaca fetal e sofrimento fetal agudo.

Quando indicar o Sulfato de Magnésio neste cenário?

O Sulfato de Magnésio deve ser administrado em toda gestante com pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (como cefaleia e escotomas) para profilaxia de crises convulsivas (eclâmpsia), independentemente do uso de anti-hipertensivos, visando a estabilização neurológica materna.

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