FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
MRO, 38 anos, Gesta V Para IV, deu entrada na Maternidade apresentando níveis tensionais de 170 x 120 mmHg, com queixa de cefaleia e escotomas cintilantes. Idade Gestacional = 36 semanas. Na primeira consulta fez US com Idade Gestacional de 10 semanas, depois abandonou o pré-natal. Refere história de hipertensão arterial prévia, fazendo uso irregular de metildopa. Ao exame físico: lúcida, hipocorada (+/4+), eupneica. RCR 2T, Pulso: 80 bpm. FU: 30 cm. BCF: 140 bpm. Movimentos Ativos do Feto +. Toque: colo posterior, longo, fechado. Atividade Uterina imperceptível em 10 minutos. Presença de edema de membros inferiores (++/4+), face e mãos. A administração de 40 mg de hidralazina venosa não surtiu efeito depois de 2 horas. Qual a droga de segunda escolha imediata?
Crise hipertensiva na gestação → Nifedipina oral é 2ª escolha após falha da hidralazina IV.
Em crises hipertensivas gestacionais, após falha da hidralazina IV, a nifedipina oral é uma excelente opção. É crucial controlar a pressão rapidamente para prevenir complicações maternas graves como AVC e descolamento de placenta.
A crise hipertensiva na gestação é uma emergência obstétrica definida por níveis pressóricos ≥ 160/110 mmHg, que pode levar a complicações maternas e fetais graves, como acidente vascular cerebral, edema pulmonar, insuficiência renal e descolamento prematuro de placenta. É uma das principais causas de mortalidade materna e morbidade perinatal, sendo crucial o reconhecimento e manejo rápido. O diagnóstico baseia-se na aferição da pressão arterial e na presença de sintomas como cefaleia, escotomas, dor epigástrica ou alterações laboratoriais. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo. O objetivo é reduzir a pressão arterial de forma controlada para evitar danos aos órgãos-alvo maternos, sem comprometer a perfusão placentária. O tratamento inicial geralmente envolve hidralazina intravenosa. Se não houver resposta, a nifedipina oral (cápsula) é uma excelente segunda escolha, oferecendo um controle pressórico eficaz e mais seguro que a via sublingual. Outras opções incluem labetalol IV. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade gestacional e o estado materno-fetal.
Os sinais incluem níveis tensionais ≥ 160x110 mmHg, cefaleia intensa, escotomas, dor epigástrica e edema generalizado, indicando risco de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia iminente.
A hidralazina intravenosa é a droga de primeira escolha. Se não houver resposta após doses adequadas, outras opções como a nifedipina oral devem ser consideradas.
A nifedipina sublingual não é recomendada devido à sua absorção imprevisível e ao risco de hipotensão súbita e grave, que pode comprometer a perfusão uteroplacentária. A formulação oral é preferível.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo