UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Dona Angela comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de "pressão alta" aferida várias vezes em casa. Ao exame: PA: 180x100 mmHg FC: 90 bpm FR: 18 ipm SpO2: 98% (AA) Fundoscopia, ausculta cardiorrespiratória, exame abdominal e neurológico sem alterações. Dona Angela nega sintomas de dor torácica, dispneia ou tontura. Qual a conduta mais adequada neste caso?
PA elevada assintomática, sem lesão órgão-alvo → Reavaliar em ambiente calmo, considerar MRPA/MAPA, não medicar de imediato.
Uma elevação da pressão arterial (PA) em paciente assintomático, sem sinais de lesão de órgão-alvo, não configura emergência hipertensiva. A conduta inicial deve ser reavaliar a PA em ambiente calmo, após repouso, e considerar métodos de monitorização ambulatorial (MRPA ou MAPA) para confirmar o diagnóstico de hipertensão e afastar a hipertensão do avental branco, antes de iniciar medicação.
A avaliação de pacientes com pressão arterial (PA) elevada é uma situação comum na atenção primária e em pronto-socorros. É crucial diferenciar uma elevação isolada da PA de uma crise hipertensiva, que pode ser uma urgência ou emergência. A emergência hipertensiva é definida pela elevação grave da PA (geralmente >180/120 mmHg) associada a lesão aguda de órgão-alvo (ex: AVC, IAM, edema agudo de pulmão), exigindo redução imediata da PA. A urgência hipertensiva é a elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo uma redução mais gradual. No caso de Dona Angela, a PA de 180x100 mmHg, embora elevada, não está acompanhada de sintomas ou sinais de lesão de órgão-alvo, o que afasta uma emergência hipertensiva. A queixa de 'pressão alta' aferida em casa sugere a necessidade de confirmação diagnóstica. A conduta mais adequada é reavaliar a PA em um ambiente tranquilo, após um período de repouso, e considerar a realização de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) ou Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) para confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial e excluir a hipertensão do avental branco. O tratamento imediato com anti-hipertensivos, especialmente Nifedipino sublingual, é contraindicado em pacientes assintomáticos, pois pode levar a quedas abruptas da PA e eventos isquêmicos. A abordagem deve ser diagnóstica e gradual, visando a segurança do paciente e a precisão do diagnóstico antes de iniciar qualquer terapia anti-hipertensiva crônica.
A emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA. A urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual em horas a dias.
A conduta inicial é reavaliar a PA em ambiente calmo, após repouso, e considerar a realização de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) ou Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) para confirmar o diagnóstico e afastar hipertensão do avental branco.
O Nifedipino sublingual não é recomendado para crises hipertensivas devido à sua ação imprevisível e rápida, que pode causar hipotensão súbita, isquemia cerebral ou miocárdica, e outros eventos adversos graves.
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