Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Crise hipertensiva pode se manifestar como um evento ADEQUADAMENTE descrito no item:
Crise hipertensiva = lesão de órgão-alvo (cardio, cerebro, renal, gestacional - pré-eclâmpsia/eclâmpsia).
Crises hipertensivas são elevações agudas e graves da pressão arterial que podem levar a lesão de órgão-alvo. Elas se manifestam em diversos sistemas, incluindo o cardiovascular (ex: IAM, dissecção aórtica), cerebrovascular (ex: AVC, encefalopatia), renal (ex: IRA) e, de forma crítica, na gestação como pré-eclâmpsia ou eclâmpsia.
A crise hipertensiva representa uma condição médica grave caracterizada por uma elevação acentuada da pressão arterial, que pode ou não estar associada a lesão aguda de órgão-alvo. É crucial para o residente diferenciar entre urgência hipertensiva (sem lesão de órgão-alvo) e emergência hipertensiva (com lesão de órgão-alvo), pois o manejo e a velocidade de redução da pressão arterial são distintos. A epidemiologia mostra que a hipertensão arterial é uma condição comum, e suas crises podem afetar uma parcela significativa da população. As manifestações da emergência hipertensiva são variadas e podem acometer múltiplos sistemas. No sistema cardiovascular, pode-se observar infarto agudo do miocárdio, edema agudo de pulmão ou dissecção aórtica. No sistema cerebrovascular, as manifestações incluem acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, encefalopatia hipertensiva e hemorragia subaracnoidea. O sistema renal pode ser afetado com insuficiência renal aguda. Além disso, a gestação é um cenário particular onde a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são formas graves de emergência hipertensiva, com risco materno-fetal significativo. O tratamento da emergência hipertensiva exige uma redução controlada e gradual da pressão arterial, geralmente com fármacos intravenosos, para evitar hipoperfusão de órgãos vitais. A escolha do agente anti-hipertensivo e a meta pressórica dependem do órgão-alvo acometido e da condição clínica específica do paciente. Na pré-eclâmpsia/eclâmpsia, o manejo também envolve a prevenção e controle das convulsões e, frequentemente, a interrupção da gestação.
As principais manifestações incluem eventos cardiovasculares (infarto, dissecção aórtica), cerebrovasculares (AVC, encefalopatia), renais (insuficiência renal aguda) e complicações na gestação (pré-eclâmpsia, eclâmpsia).
A urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão de órgão-alvo aguda, enquanto a emergência hipertensiva apresenta lesão de órgão-alvo aguda e iminente, exigindo redução imediata da PA.
Pré-eclâmpsia e eclâmpsia são formas de emergência hipertensiva específicas da gestação, caracterizadas por hipertensão e lesão de órgão-alvo (proteinúria, disfunção hepática, neurológica, etc.), sendo a eclâmpsia a forma mais grave com convulsões.
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