Pseudocrise Hipertensiva: Diagnóstico e Manejo Correto

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.Paciente do sexo feminino, 36 anos, hipertensa, no momento assintomática, mediu a pressão em casa depois que comprou um aparelho de pressão digital de braço para acompanhamento da hipertensão da mãe, e a aferição revelou um valor de 181/104. A paciente procurou atendimento médico de urgência.O possível diagnóstico do caso acima é

Alternativas

  1. A) urgência hipertensiva.
  2. B) emergência hipertensiva.
  3. C) crise hipertensiva.
  4. D) pseudocrise hipertensiva.

Pérola Clínica

Hipertensão assintomática com PA muito alta, sem dano a órgão-alvo = pseudocrise hipertensiva.

Resumo-Chave

Uma pseudocrise hipertensiva é caracterizada por elevação acentuada da pressão arterial em um paciente assintomático, sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo. Diferencia-se da urgência hipertensiva (PA alta com sintomas leves, sem dano agudo) e da emergência hipertensiva (PA alta com dano agudo de órgão-alvo), e não requer redução imediata da PA com medicação intravenosa.

Contexto Educacional

As crises hipertensivas representam um desafio clínico comum e são classificadas em urgências e emergências hipertensivas, dependendo da presença de lesão aguda de órgão-alvo. No entanto, existe uma terceira categoria, a pseudocrise hipertensiva, que é crucial diferenciar para evitar tratamentos desnecessários e potencialmente perigosos. Uma pseudocrise hipertensiva ocorre quando há uma elevação acentuada da pressão arterial (frequentemente >180/110 mmHg) em um paciente que está completamente assintomático e não apresenta sinais ou sintomas de lesão aguda de órgão-alvo (como dor torácica, dispneia, déficits neurológicos, alterações visuais ou renais). Essa situação é comum em pacientes com hipertensão mal controlada ou ansiedade. O manejo da pseudocrise hipertensiva difere significativamente das urgências e emergências. Não há necessidade de redução imediata e agressiva da pressão arterial. A conduta correta envolve acalmar o paciente, reavaliar a pressão após um período de repouso, e, se necessário, ajustar a medicação anti-hipertensiva oral ou iniciar um novo esquema, com o objetivo de reduzir a PA gradualmente ao longo de horas a dias. O tratamento agressivo em uma pseudocrise pode levar a hipotensão e isquemia de órgãos.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre urgência, emergência e pseudocrise hipertensiva?

Urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, com sintomas leves. Emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda de órgão-alvo. Pseudocrise hipertensiva é uma elevação acentuada da PA em paciente assintomático, sem lesão de órgão-alvo.

Como é feito o diagnóstico de pseudocrise hipertensiva?

O diagnóstico de pseudocrise hipertensiva é feito pela aferição de pressão arterial muito elevada em um paciente completamente assintomático, sem evidências clínicas ou laboratoriais de lesão aguda de órgão-alvo (cérebro, coração, rins, retina).

Qual a conduta para uma pseudocrise hipertensiva?

A conduta para pseudocrise hipertensiva envolve acalmar o paciente, reavaliar a PA após um período de repouso, e se a PA persistir elevada, ajustar ou iniciar medicação anti-hipertensiva oral, com redução gradual da pressão, sem necessidade de intervenção imediata ou intravenosa.

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