SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
A prevalência da hipertensão na população adulta é de 20 a 44%, dependendo da região estudada; isso significa que há, no Brasil, 20 a 40 milhões de pacientes hipertensos.Em relação à conduta médica nos casos de Crise Hipertensiva, assinale a opção INCORRETA:
Crise Hipertensiva: Encefalopatia = Emergência, requer parenteral, NÃO VO.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência hipertensiva que exige redução rápida e controlada da pressão arterial com medicamentos parenterais, geralmente em ambiente de terapia intensiva. O uso de betabloqueadores e IECA/BRA II por via oral não é a conduta inicial adequada para essa condição grave, que pode levar a danos cerebrais irreversíveis se não tratada prontamente.
As crises hipertensivas representam um espectro de condições clínicas caracterizadas por elevações acentuadas da pressão arterial, que podem ou não estar associadas a lesão aguda de órgãos-alvo. A correta diferenciação entre urgência hipertensiva (sem lesão de órgão-alvo) e emergência hipertensiva (com lesão de órgão-alvo) é crucial para o manejo adequado e para evitar morbimortalidade. A encefalopatia hipertensiva é uma forma grave de emergência hipertensiva, caracterizada por disfunção cerebral aguda devido à elevação súbita e intensa da pressão arterial. Nesses casos, a redução da PA deve ser rápida e controlada, utilizando-se medicamentos parenterais em ambiente de terapia intensiva, como nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipina. A opção C da questão está incorreta ao sugerir o uso de betabloqueadores e IECA (captopril) por via oral, pois essa conduta é inadequada para uma emergência que exige controle rápido e preciso. É importante ressaltar que, em situações específicas como a Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), a escolha dos anti-hipertensivos é restrita devido aos riscos para o feto. IECA e BRA II são formalmente contraindicados na gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos. O residente deve dominar as indicações e contraindicações de cada classe de medicamento nas diversas apresentações das crises hipertensivas.
Urgência hipertensiva é uma elevação grave da pressão arterial sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual da PA em 24-48h com medicação oral. Emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA com medicação parenteral em UTI.
Os principais medicamentos parenterais incluem nitroprussiato de sódio, labetalol, nicardipina, esmolol e hidralazina. A escolha depende da condição clínica específica e do órgão-alvo afetado.
Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA II) são contraindicados na gravidez devido ao seu potencial teratogênico, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo causar malformações fetais e insuficiência renal no feto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo