Manejo da Primeira Crise Convulsiva na Infância

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026

Enunciado

Criança de 2 anos apresenta crise tônico-clônica generalizada com duração de 3 minutos, sem sinais de infecção do sistema nervoso central e com exame neurológico normal. Qual é a conduta mais adequada após o primeiro episódio?

Alternativas

  1. A) Iniciar ácido valproico profilático.
  2. B) Realizar tomografia computadorizada de crânio imediatamente.
  3. C) Solicitar EEG de rotina e iniciar fenobarbital.
  4. D) Orientar os pais e não iniciar tratamento profilático.
  5. E) Solicitar punção lombar em todos os casos.

Pérola Clínica

Crise febril simples ou 1ª crise não provocada com exame normal → Observação e orientação, sem profilaxia.

Resumo-Chave

Em crianças com crises breves, generalizadas e exame neurológico normal, a conduta é expectante. O risco de recorrência não justifica o uso de anticonvulsivantes profiláticos.

Contexto Educacional

A crise febril é a desordem convulsiva mais comum na infância, ocorrendo geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade. A fisiopatologia está ligada à imaturidade do sistema nervoso central frente à elevação térmica. Na maioria dos casos, trata-se de um evento benigno e autolimitado. O diagnóstico é clínico, baseado na história de febre e na exclusão de infecções do sistema nervoso central (meningite/encefalite). Se o exame neurológico é normal e a crise foi breve e generalizada, a orientação familiar sobre a benignidade do quadro e o manejo de futuras crises é a conduta padrão ouro, evitando-se a medicalização desnecessária.

Perguntas Frequentes

Quando indicar exames de imagem na primeira crise?

Exames de imagem como TC ou RM de crânio não são indicados rotineiramente após uma primeira crise convulsiva generalizada com exame neurológico normal. Devem ser reservados para casos com sinais de hipertensão intracraniana, déficits neurológicos focais persistentes, trauma craniano associado ou suspeita de lesão estrutural.

Existe indicação de profilaxia após o primeiro episódio?

Não. O início de drogas antiepilépticas (DAEs) após um único episódio de crise tônico-clônica generalizada com exame normal não é recomendado, pois o risco de efeitos colaterais das medicações supera o benefício de prevenir uma possível recorrência, que em muitos casos não ocorre.

Qual a diferença entre crise febril simples e complexa?

A crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não recorre em 24 horas. A crise febril complexa possui início focal, duração superior a 15 minutos ou apresenta recorrência no mesmo período febril (24h). O manejo da simples é conservador.

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