SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Paciente, 12 meses de idade, sexo masculino, admitido na sala de emergência com relato de convulsão que iniciou há 10 minutos e durou aproximadamente 30 segundos. No momento da admissão, paciente apresenta-se sonolento, reativo à manipulação. Ao exame físico: • Febril, acianótico, anictérico, eupneico; • Aparelho respiratório: roncos de transmissão; • Frequência respiratória: 30 irpm; • SatO2: 98%; • Aparelho cardiovascular: sem achados significativos; • Otoscopia: hiperemia e abaulamento da membrana timpânica direita. Sobre a hipótese diagnóstica e conduta, marque a alternativa correta:
Crise febril simples → 6 meses a 5 anos + <15 min + generalizada → benigna, tratar apenas o foco infeccioso.
A crise febril simples é um evento benigno e autolimitado que não requer exames de imagem ou punção lombar de rotina, desde que o exame físico não sugira meningite ou déficits neurológicos focais.
As crises febris são os distúrbios convulsivos mais comuns na infância, afetando 2% a 5% das crianças. Elas ocorrem devido à imaturidade do cérebro em desenvolvimento, que possui um limiar convulsivo reduzido na presença de febre. A maioria dos casos ocorre no primeiro dia de uma doença febril, muitas vezes sendo o primeiro sinal da infecção. O diagnóstico é eminentemente clínico. O foco da avaliação deve ser a identificação da causa da febre (neste caso, uma Otite Média Aguda). O tratamento profilático com anticonvulsivantes não é recomendado para crises simples, devido aos efeitos colaterais que superam os benefícios de prevenir um evento benigno. A orientação aos pais sobre a natureza não perigosa da crise é a intervenção mais importante.
Uma crise febril é classificada como simples quando ocorre em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, tem duração inferior a 15 minutos, apresenta padrão tônico-clônico generalizado (sem focalidade) e não se repete em um período de 24 horas.
A punção lombar deve ser considerada se houver sinais clínicos de meningite (rigidez de nuca, Kernig, Brudzinski), se a criança estiver muito prostrada além do período pós-ictal, ou se houver uso prévio de antibióticos que possam mascarar sintomas de infecção do SNC.
O risco de epilepsia após uma crise febril simples é apenas ligeiramente superior ao da população geral (cerca de 1% a 2%). Fatores que aumentam esse risco incluem crises complexas, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou história familiar de epilepsia.
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