UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Uma menina de 2 anos é levada à emergência com história de ter apresentado crise convulsiva generalizada tônico-clônica, que durou cerca de cinco minutos, resolvendo espontaneamente. Faz dois dias que vem apresentando coriza hialina e tosse muito discreta e há menos de 12 horas febre (mantida em torno de 38,5ºC). Nega: queda do estado geral anteriormente ao episódio, uso de medicações e crises semelhantes. Um tio paterno tem epilepsia. Exame físico: acordada, lúcida, orientada, com exame neurológico normal. Frente a este quadro, está correto afirmar que
Crise febril simples: <15 min, generalizada, única em 24h, sem déficits pós-ictais. Não requer investigação neurológica.
Uma crise febril simples é um evento benigno que ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos, associada à febre, sem evidência de infecção do SNC ou causa metabólica. Não há necessidade de investigação neurológica extensa (como líquor ou imagem) se os critérios de simplicidade forem preenchidos e o exame neurológico for normal após a crise.
O manejo agudo da crise febril envolve garantir a segurança da criança e, se a crise persistir por mais de 5 minutos, pode-se usar benzodiazepínicos. O tratamento preventivo com anticonvulsivantes não é rotineiramente recomendado devido aos efeitos adversos e à natureza benigna da condição. O prognóstico é excelente, com baixo risco de desenvolvimento de epilepsia, especialmente após crises febris simples. A orientação aos pais sobre a natureza da condição e o manejo da febre é essencial.
Uma crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, ocorre apenas uma vez em 24 horas e não é acompanhada por déficits neurológicos pós-ictais. A criança deve ter entre 6 meses e 5 anos de idade.
A punção lombar é indicada em crises febris complexas, em crianças com sinais de meningismo, alteração do nível de consciência persistente, ou naquelas que não estão com o esquema vacinal completo para Haemophilus influenzae tipo b e Streptococcus pneumoniae.
Não, a história familiar de epilepsia não contraindica o diagnóstico de crise febril simples. Embora haja uma predisposição genética para crises febris, a epilepsia em si é uma condição distinta e o diagnóstico de crise febril simples ainda se baseia nos critérios clínicos do episódio atual.
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