ENARE/ENAMED — Prova 2026
Criança de 2 anos encaminhada ao matriciamento de pediatria, com história de ter apresentado há 7 dias uma crise tônico-clônica generalizada em vigência de temperatura axilar de 39,3 °C, duração de 2 minutos, sem recorrência em 24 horas. Naquela ocasião foi realizado exame físico e neurológico, compatível com infecção viral de vias aéreas superiores, sem outras alterações. A conduta adequada nesse caso é
Crise febril simples → tranquilizar e orientar pais = bom prognóstico, sem exames complementares ou profilaxia medicamentosa.
Crises febris simples são eventos benignos em crianças de 6 meses a 5 anos, associadas à febre, sem infecção do SNC ou história de crise afebril. Não requerem investigação adicional (EEG, exames laboratoriais ou de imagem) nem profilaxia medicamentosa contínua. A conduta é tranquilizar os pais e orientar sobre o manejo da febre.
A crise febril é o tipo mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças. A maioria são crises febris simples, caracterizadas por serem generalizadas, de curta duração (<15 minutos), sem recorrência em 24 horas e sem evidência de infecção do sistema nervoso central. O diagnóstico é clínico, e a exclusão de outras causas de convulsão febril é fundamental. O manejo da crise febril simples é primariamente de suporte e educação dos pais. Não há indicação para exames complementares como eletroencefalograma, neuroimagem ou exames laboratoriais extensos, a menos que haja sinais de alerta para infecção do SNC ou outras condições. A profilaxia medicamentosa contínua com anticonvulsivantes não é recomendada devido aos efeitos adversos e à natureza benigna da condição, com exceção de situações muito específicas e raras. O prognóstico das crises febris simples é excelente, sem aumento significativo do risco de epilepsia ou déficits neurológicos a longo prazo. A orientação aos pais deve focar na tranquilidade, no controle da febre e na observação de sinais de alerta para recorrência ou complicações, enfatizando a importância da puericultura de rotina.
É uma crise tônico-clônica generalizada, com duração menor que 15 minutos, sem recorrência em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos, associada à febre, sem infecção do SNC.
Não, o eletroencefalograma não é recomendado de rotina após uma crise febril simples, pois não prediz o risco de epilepsia ou recorrência.
A conduta é tranquilizar os pais, orientar sobre o manejo da febre e sinais de alerta, e reforçar o bom prognóstico da condição.
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