HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Acerca de crise febril e seus conceitos correlatos, julgue:O risco de recorrência é mais elevado em crianças que experimentaram o episódio após completar 1 ano de idade. Algumas delas, ocasionalmente, podem necessitar de anticonvulsivantes por um período, dependendo da frequência das crises ao longo do ano.
Risco de recorrência de crise febril é MAIOR em crianças < 1 ano. Anticonvulsivantes NÃO são rotina para crises febris simples.
O risco de recorrência de crises febris é inversamente proporcional à idade do primeiro episódio, sendo mais elevado em crianças com menos de 1 ano. Além disso, o uso de anticonvulsivantes de forma profilática não é recomendado para crises febris simples, devido aos efeitos adversos e à benignidade do quadro na maioria dos casos.
A crise febril é o evento convulsivo mais comum na infância, afetando crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associado à febre sem evidência de infecção intracraniana ou causa definida. Embora assustadora para os pais, a maioria das crises febris é benigna e não causa danos neurológicos permanentes. A compreensão dos fatores de risco para recorrência é crucial para o aconselhamento familiar e manejo adequado. Contrário ao que a afirmação da questão sugere, o risco de recorrência de crises febris é, de fato, mais elevado em crianças que experimentam o primeiro episódio em idade mais jovem, ou seja, antes de completar 1 ano de idade. Outros fatores de risco incluem história familiar de crises febris, baixa temperatura para desencadear a crise e um curto intervalo entre o início da febre e a ocorrência da crise. O prognóstico geral é excelente, com um risco ligeiramente aumentado de desenvolver epilepsia no futuro, mas ainda baixo para a maioria das crianças com crises febris simples. Em relação ao tratamento, o uso de anticonvulsivantes de forma contínua ou intermitente para prevenir a recorrência de crises febris simples não é recomendado. Os potenciais efeitos adversos dos medicamentos superam os benefícios, dado o curso benigno da condição. O manejo foca no controle da febre e no suporte durante a crise. A educação dos pais sobre a natureza benigna das crises febris e como agir durante um episódio é a principal intervenção. Anticonvulsivantes podem ser considerados em situações muito específicas de crises febris complexas ou em crianças com condições neurológicas preexistentes, mas essa é uma decisão altamente individualizada e rara.
Os principais fatores de risco para recorrência de crises febris incluem idade jovem no primeiro episódio (especialmente < 1 ano), história familiar de crises febris, baixa temperatura para desencadear a crise e curta duração da febre antes da crise.
Anticonvulsivantes de uso contínuo geralmente não são indicados para crises febris simples devido à benignidade do quadro e aos potenciais efeitos adversos. Podem ser considerados em casos muito específicos de crises febris complexas ou em crianças com alto risco de epilepsia, mas a decisão deve ser individualizada e cautelosa.
A crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e ocorre apenas uma vez em 24 horas. A crise febril complexa é focal, dura mais de 15 minutos, ou ocorre múltiplas vezes em 24 horas, ou está associada a déficits neurológicos pós-crise.
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