Crises Febris: Definição e Classificação ILAE 2017

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

As crises convulsivas febris são a entidade epiléptica mais comum da infância e deve ser conduzida pelo médico generalista assim como pelo pediatra. Baseado na nova classificação da ILAE de 2017 sobre crises febris e seus conceitos, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Crises febris são definidas como crises epilépticas idade dependentes que podem ocorrer de 1 mês de vida até 5 anos de idade e que não estão associadas a infecções do sistema nervoso central.
  2. B) Crises febris são classificadas de acordo com o tempo de duração, recorrência e semiologia dos episódios em crises típicas e atípicas e essa classificação norteia a escolha do tratamento.
  3. C) A benignidade das crises febris é fator conhecido de todos e deve ser pontuada ao explicarmos aos pais sobre o prognóstico dessas situações, independentemente da classificação das crises.
  4. D) O tratamento intermitente só é instituído aos pacientes portadores de crises febris complexas com fatores de recorrência positivos e deve ser mantido até o período de 5 anos de idade.
  5. E) Crises febris são classificadas de acordo com o tempo de duração, o histórico familiar e o foco da infecção.

Pérola Clínica

Crise febril = crise epiléptica <1 mês a 5 anos, associada à febre, SEM infecção do SNC.

Resumo-Chave

A definição de crise febril é crucial: ocorre em crianças de 1 mês a 5 anos, desencadeada por febre, e é fundamental excluir infecção do sistema nervoso central ou outra causa identificável para a convulsão.

Contexto Educacional

As crises convulsivas febris representam a desordem epiléptica mais comum na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. A compreensão de sua definição e classificação é vital para o médico generalista e o pediatra, garantindo um manejo adequado e tranquilizando os pais. A ILAE (International League Against Epilepsy) publicou em 2017 uma atualização na classificação das crises, que impacta diretamente a abordagem das crises febris. A definição de crise febril é rigorosa: uma crise epiléptica que ocorre em crianças de 1 mês a 5 anos de idade, associada à febre (temperatura >38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbio metabólico agudo ou histórico de crise afebril prévia. É crucial excluir condições como meningite ou encefalite, que requerem tratamento específico e urgente. As crises febris são classificadas como simples (generalizadas, <15 minutos, únicas em 24h) ou complexas (focais, >15 minutos, ou múltiplas em 24h). Embora a maioria seja benigna, a diferenciação é importante para o prognóstico e para a orientação familiar. O tratamento agudo visa controlar a crise, e o tratamento profilático intermitente ou contínuo é raramente indicado, sendo reservado para casos muito específicos e com alto risco de recorrência ou complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a faixa etária para o diagnóstico de crise febril?

Crises febris ocorrem em crianças entre 1 mês e 5 anos de idade. Fora dessa faixa, outras causas de convulsão devem ser investigadas.

Como diferenciar crise febril de outras convulsões febris?

A crise febril é um diagnóstico de exclusão, exigindo a ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos agudos ou histórico de crise afebril prévia.

As crises febris são sempre benignas?

A maioria das crises febris é benigna, com bom prognóstico. No entanto, as crises febris complexas (duração >15 min, focais, múltiplas em 24h) podem ter um risco ligeiramente maior de recorrência ou de desenvolvimento de epilepsia.

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