HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Acerca de crise febril e seus conceitos correlatos, julgue:À medida que a temperatura aumenta, especialmente ultrapassando os 39 ºC, e à medida que se prolonga a duração dessa temperatura, aumenta a probabilidade de ocorrência de episódios convulsivos.
Risco de crise febril NÃO se correlaciona diretamente com altura ou duração da febre, mas sim com a velocidade de elevação da temperatura.
O risco de uma crise febril está mais relacionado à velocidade de elevação da temperatura corporal do que à sua altura máxima ou duração. A predisposição individual e a imaturidade do sistema nervoso central são fatores mais determinantes.
A crise febril é um evento neurológico comum na infância, caracterizado por uma convulsão associada à febre, na ausência de infecção do sistema nervoso central ou de distúrbios metabólicos. Afeta cerca de 2-5% das crianças, geralmente entre 6 meses e 5 anos de idade. É uma condição benigna, mas que causa grande ansiedade nos pais e cuidadores, sendo importante para o residente saber diferenciá-la de outras causas de convulsão. A fisiopatologia da crise febril não está diretamente ligada à altura ou duração da febre, como comumente se pensa. O fator mais relevante é a velocidade de elevação da temperatura corporal, que desencadeia uma resposta em um cérebro imaturo e geneticamente predisposto. O diagnóstico é clínico, após exclusão de outras causas de convulsão, como meningite ou encefalite. O manejo da crise febril aguda envolve medidas de suporte e controle da temperatura. O prognóstico é excelente, com baixo risco de epilepsia ou déficits neurológicos a longo prazo. É crucial educar os pais sobre a benignidade do quadro e as medidas de prevenção de recorrência, como o controle da febre. A desmistificação de conceitos errôneos sobre a febre e seu risco de convulsão é um ponto chave na prática pediátrica.
O principal fator desencadeante é a velocidade de elevação da temperatura corporal, e não necessariamente a altura máxima ou a duração da febre.
Não, a febre alta por si só não é o único ou principal fator causal. A convulsão febril ocorre em crianças geneticamente predispostas, geralmente entre 6 meses e 5 anos, devido à imaturidade do sistema nervoso central em resposta a uma elevação rápida da temperatura.
Fatores de risco incluem idade jovem no primeiro episódio (<18 meses), história familiar de convulsão febril, febre baixa no primeiro episódio e desenvolvimento neurológico anormal prévio.
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