UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
Lactente de 15 meses é avaliado na Unidade de Emergência por crise epiléptica tônicoclônica generalizada, com duração de 20 minutos, associada à temperatura de 38 °C. A criança não apresenta antecedentes neurológicos. Seu pai tem história de crise febril.Nesse caso, o fator que está associado ao aumento do risco de epilepsia é a
Crise febril complexa (duração >15min, focal, >1 em 24h) ↑ risco de epilepsia.
A duração prolongada de uma crise febril (>15 minutos) é um dos principais critérios para classificá-la como complexa e está associada a um risco significativamente maior de desenvolvimento posterior de epilepsia, independentemente de outros fatores.
As crises febris são eventos comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. Elas são definidas como convulsões que ocorrem em associação com febre, na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos ou história de crises afebris prévias. Embora a maioria das crises febris seja benigna e não resulte em sequelas neurológicas, algumas características podem indicar um risco aumentado para o desenvolvimento posterior de epilepsia. A distinção entre crise febril simples e complexa é fundamental. Uma crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete dentro de 24 horas. Já uma crise febril complexa apresenta uma ou mais das seguintes características: duração superior a 15 minutos, caráter focal (não generalizado) ou ocorrência de múltiplas crises em 24 horas. O caso descrito, com uma crise tônico-clônica generalizada de 20 minutos, se enquadra na definição de crise febril complexa devido à sua duração prolongada. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de epilepsia após uma crise febril, a duração prolongada da crise (especialmente >15 minutos) é um dos mais importantes. Outros fatores incluem a presença de anormalidades neurológicas pré-existentes e o tipo de crise febril (focal). A história familiar de crise febril aumenta a predisposição a ter crises febris, mas não necessariamente o risco de epilepsia subsequente. A idade menor que 18 meses pode ser um fator de risco para recorrência da crise febril, mas não é o principal preditor de epilepsia. Portanto, a duração do evento é o fator mais relevante no cenário apresentado.
Uma crise febril é considerada complexa se tiver duração maior que 15 minutos, for focal (não generalizada), ou ocorrer múltiplas vezes dentro de 24 horas. A presença de qualquer um desses critérios aumenta o risco de epilepsia.
Crises febris com duração superior a 15 minutos (crise febril complexa) estão associadas a um risco significativamente maior de desenvolvimento de epilepsia no futuro, especialmente epilepsia do lobo temporal, em comparação com crises febris simples.
A história familiar de crise febril aumenta o risco de ter crises febris, mas não é um fator de risco independente e significativo para o desenvolvimento de epilepsia após uma crise febril, ao contrário da duração prolongada da crise.
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