HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
A Crise Febril (CF) é definida como ''uma crise epiléptica que ocorre entre e de idade, associada à doença febril, não causada por uma infecção do sistema nervoso central (SNC).
Crise febril = convulsão associada à febre, em crianças de 6 meses a 6 anos, sem infecção do SNC ou causa definida.
A Crise Febril é um evento epiléptico que ocorre em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos, associado a um quadro febril, na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC) ou de distúrbio metabólico agudo. É o tipo mais comum de convulsão na infância, geralmente benigna.
A Crise Febril (CF) é a forma mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças. É definida como uma crise epiléptica que ocorre em crianças entre 6 meses e 6 anos de idade, associada a uma doença febril, mas não causada por uma infecção do sistema nervoso central (SNC) ou por um distúrbio metabólico agudo. A compreensão dessa definição é fundamental para o diagnóstico correto e para diferenciar de outras condições mais graves. A fisiopatologia exata da crise febril não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma predisposição genética e a imaturidade do sistema nervoso central da criança, que a torna mais suscetível a convulsões em resposta à febre. O pico de incidência ocorre entre 18 e 24 meses de idade. O diagnóstico é clínico, e a exclusão de infecção do SNC, como meningite ou encefalite, é crucial, especialmente na primeira crise febril. O manejo inicial de uma crise febril envolve o controle da febre e a observação. A maioria das crises febris é benigna e autolimitada, não necessitando de tratamento anticonvulsivante contínuo. É importante tranquilizar os pais e fornecer orientações sobre o que fazer em caso de recorrência. O prognóstico é geralmente excelente, com baixo risco de sequelas neurológicas ou desenvolvimento de epilepsia, especialmente para crises febris simples.
Os critérios incluem convulsão associada à febre (>38°C), idade entre 6 meses e 6 anos, ausência de infecção do sistema nervoso central (meningite, encefalite) e ausência de história prévia de convulsões afebris.
A crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete em 24 horas. A crise febril complexa é focal, dura mais de 15 minutos, ou se repete dentro de 24 horas, ou ocorre em uma criança com anormalidades neurológicas prévias.
A crise febril simples confere um risco ligeiramente aumentado de desenvolver epilepsia (cerca de 1-2% a mais que a população geral). A crise febril complexa e a história familiar de epilepsia aumentam esse risco de forma mais significativa.
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