Crise Febril: Fatores de Risco e Manejo em Pediatria

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

A crise febril ou convulsão febril é uma condição benigna entre 6 meses e 5 anos de idade. Sobre a crise febril, assinale a alternativa falsa:

Alternativas

  1. A) A maioria tem evolução benigna e sua recorrência não está associada com déficit cognitivo.
  2. B) A punção lombar deve ser realizada em crianças de muita baixa idade (menores que 12 meses) pois os sinais de infecção do sistema nervoso central nessa faixa etária não são confiáveis.
  3. C) Fatores de risco associados para a recorrência da crise convulsiva febril são: primeira crise depois de 24 meses de vida, uso de vacinas com vírus inativados e asma familiar.
  4. D) No momento da crise, se persistir por mais de 5 minutos, uma boa opção para tratamento seria uso do Diazepam.
  5. E) O risco de desenvolver epilepsia após crise convulsiva febril está mais relacionado à predisposição genética do que à história de crise febril.

Pérola Clínica

Fatores de risco para recorrência de crise febril incluem idade <18 meses, febre baixa, história familiar de crise febril.

Resumo-Chave

A alternativa C é falsa porque os fatores de risco para recorrência da crise febril incluem idade jovem (<18 meses), febre baixa no início da crise e história familiar de crise febril. Vacinas inativadas e asma familiar não são fatores de risco conhecidos.

Contexto Educacional

A crise febril é um evento convulsivo comum na infância, ocorrendo em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, associado à febre sem infecção intracraniana ou causa definida. É uma condição geralmente benigna, com excelente prognóstico e sem associação com déficits cognitivos a longo prazo. A recorrência é um ponto de atenção, mas o risco de desenvolver epilepsia é baixo e mais ligado a predisposição genética. O manejo da crise febril envolve o controle da febre e, se a crise for prolongada (>5 minutos), o uso de benzodiazepínicos como o Diazepam. A punção lombar é uma consideração importante em lactentes jovens (<12 meses) devido à apresentação atípica de meningite nessa faixa etária. É crucial diferenciar os fatores de risco para recorrência, que incluem idade jovem, febre baixa e história familiar, de mitos ou associações incorretas. Para residentes, é fundamental dominar o diagnóstico diferencial, os critérios para investigação (como a punção lombar), o tratamento agudo e a orientação familiar sobre o prognóstico benigno da crise febril. A identificação correta dos fatores de risco para recorrência permite um aconselhamento adequado, mas sem gerar ansiedade desnecessária sobre o desenvolvimento de epilepsia, que é um risco baixo na maioria dos casos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para recorrência da crise febril?

Os principais fatores de risco para recorrência da crise febril incluem idade jovem (geralmente menor que 18 meses), febre baixa no início da crise e história familiar de crise febril em parentes de primeiro grau.

Quando a punção lombar é indicada em casos de crise febril?

A punção lombar é fortemente considerada em crianças menores de 12 meses com crise febril, devido à dificuldade de identificar sinais de meningite. Em crianças de 12 a 18 meses, é uma opção a ser considerada. Acima de 18 meses, é indicada se houver sinais meníngeos ou suspeita clínica.

Qual a conduta inicial para uma crise febril que persiste por mais de 5 minutos?

Se uma crise febril persistir por mais de 5 minutos, o tratamento de escolha é um benzodiazepínico, como o Diazepam (retal ou intravenoso) ou Midazolam (intranasal ou bucal), para interromper a convulsão.

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