Crise Convulsiva Pediátrica: Manejo Agudo com Diazepam

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 7 anos de idade dá entrada em pronto socorro pediátrico inconsciente, apresentando hipertonia dos membros associada a abalos generalizados, sialorreia excessiva e em vigência de febre alta. Imediatamente é feito o manejo de primeiros socorros e colocada em posição lateral para prevenir aspiração. Dentre as alternativas, qual o diagnóstico, medicamento, dose e a via mais adequada a ser utilizada no caso em questão:

Alternativas

  1. A) Crise convulsiva tônico-clônica generalizada, fenitoína 15mg/kg/dose, via intramuscular.
  2. B) Crise convulsiva tônico-clônica generalizada, diazepam 0,3 a 0,5mg/kg/dose, via endovenosa ou retal.
  3. C) Crise convulsiva febril, fenitoína 5 a 8 mg/kg/dose, via endovenosa.
  4. D) Crise convulsiva febril, fenobarbital 20mg/kg/dia, via intramuscular.

Pérola Clínica

Crise convulsiva aguda em criança → Diazepam IV/retal (0,3-0,5 mg/kg) é primeira linha para interrupção.

Resumo-Chave

A apresentação clínica é de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada. O tratamento de primeira linha para interrupção de crises agudas, especialmente em ambiente pré-hospitalar ou pronto-socorro, são os benzodiazepínicos, com diazepam sendo uma opção eficaz por via endovenosa ou retal na dose correta.

Contexto Educacional

Crises convulsivas em crianças são emergências pediátricas frequentes, e o reconhecimento e manejo rápido são cruciais para prevenir complicações. A crise tônico-clônica generalizada é caracterizada por perda de consciência, rigidez muscular (fase tônica) e movimentos rítmicos de abalo (fase clônica). A presença de febre alta sugere uma convulsão febril, que pode ser simples ou complexa, dependendo da duração, recorrência e características da crise. O manejo inicial de uma criança em crise convulsiva inclui garantir a segurança do paciente, posicionando-o em decúbito lateral para evitar aspiração e protegendo-o de lesões. O tratamento farmacológico de primeira linha para interromper a crise são os benzodiazepínicos, devido ao seu rápido início de ação. Diazepam é uma opção eficaz, podendo ser administrado por via endovenosa (preferencial em ambiente hospitalar) ou retal (útil no pré-hospitalar ou quando o acesso venoso é difícil). A dose de diazepam para crianças é de 0,3 a 0,5 mg/kg/dose. Se a crise não ceder após a primeira dose, uma segunda dose pode ser administrada. Em casos de estado de mal epiléptico (crise com duração >5 minutos ou crises repetidas sem recuperação da consciência), outras medicações de segunda linha, como fenitoína ou fenobarbital, podem ser necessárias após a falha dos benzodiazepínicos. É fundamental investigar a causa subjacente da crise após sua interrupção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada em crianças?

Os sinais incluem perda de consciência, hipertonia dos membros (fase tônica), seguida por abalos rítmicos generalizados (fase clônica), sialorreia e, frequentemente, febre.

Qual o medicamento de primeira linha para interromper uma crise convulsiva aguda em pediatria?

O medicamento de primeira linha é um benzodiazepínico, como o diazepam, que pode ser administrado por via endovenosa ou retal, ou midazolam por via intranasal ou bucal.

Qual a dose e via recomendada para diazepam em crises convulsivas pediátricas?

A dose recomendada de diazepam é de 0,3 a 0,5 mg/kg/dose, podendo ser administrada por via endovenosa (preferencial) ou retal, dependendo do acesso e da situação clínica.

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