SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Sobre as convulsões na infância, assinale a alternativa correta sobre o manejo:
Manejo inicial convulsão infantil → ABC, monitorização, acesso venoso, benzodiazepínico.
O manejo inicial de uma crise convulsiva na infância prioriza a estabilização do paciente (ABC), monitorização e acesso venoso, antes mesmo da anamnese detalhada. Benzodiazepínicos são a primeira linha para abortar a crise.
As crises convulsivas na infância são uma emergência pediátrica comum e exigem um manejo rápido e eficaz. A prioridade inicial é a estabilização do paciente, seguindo os princípios do ABC (Via Aérea, Respiração, Circulação). Isso inclui garantir a permeabilidade das vias aéreas, avaliar a respiração e a oxigenação, e monitorar a circulação, incluindo a frequência cardíaca e a pressão arterial. A punção venosa é fundamental para a administração de medicações e coleta de exames. Após a estabilização inicial, o foco é abortar a crise convulsiva. Os benzodiazepínicos são a medicação de escolha para essa finalidade, devido ao seu rápido início de ação. Midazolam (intranasal, intramuscular ou intravenoso), Diazepam (retal ou intravenoso) e Lorazepam (intravenoso) são as opções mais utilizadas. A investigação da causa subjacente da convulsão, como anamnese detalhada e exames complementares (incluindo neuroimagem), deve ser realizada após a crise ter sido controlada e o paciente estabilizado. É um erro comum priorizar a investigação etiológica antes da estabilização do paciente. A tomografia de crânio não é universalmente indicada e deve ser reservada para casos com sinais de alerta. Além disso, a profilaxia medicamentosa após uma única crise convulsiva não é a regra, sendo considerada apenas em situações específicas de alto risco de recorrência. As causas de convulsão na infância são variadas, incluindo febre, infecções do SNC, distúrbios metabólicos, traumas e epilepsia, sendo as intoxicações exógenas menos comuns como principal causa.
A primeira medida é garantir a segurança do paciente, posicionando-o de lado, protegendo a cabeça e liberando as vias aéreas (ABC), seguido de monitorização e acesso venoso.
Os benzodiazepínicos (ex: Midazolam, Diazepam, Lorazepam) são as medicações de primeira linha para abortar uma crise convulsiva aguda em crianças, administrados por via retal, intranasal, intramuscular ou intravenosa.
A tomografia de crânio não é indicada em todos os casos. É reservada para situações específicas, como primeira crise não febril, sinais neurológicos focais, alteração do nível de consciência persistente ou suspeita de lesão estrutural.
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