Crise Convulsiva na Infância: Manejo Inicial e Estabilização

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Sobre as convulsões na infância, assinale a alternativa correta sobre o manejo:

Alternativas

  1. A) Deve-se iniciar a monitorização hemodinâmica, seguida de suporte ventilatório conforme necessidade do paciente, além de punção venosa. A medicação de escolha para abortar a crise é o benzodiazepínico.
  2. B) No atendimento inicial de paciente com crise convulsiva, deve-se inicialmente administrar o benzodiazepínico, para abortar a crise, e na sequência iniciar com anamnese e exame físico detalhado para melhor investigação da origem do quadro.
  3. C) A Tomografia de crânio sem contraste é indicada em todos os casos para descartar lesões expansivas que possam causar o quadro convulsivo
  4. D) A principal causa de crise convulsiva na infância são as intoxicações exógenas
  5. E) A partir da segunda crise, faz-se necessário o uso de terapia medicamentosa profilática para evitar novos eventos.

Pérola Clínica

Manejo inicial convulsão infantil → ABC, monitorização, acesso venoso, benzodiazepínico.

Resumo-Chave

O manejo inicial de uma crise convulsiva na infância prioriza a estabilização do paciente (ABC), monitorização e acesso venoso, antes mesmo da anamnese detalhada. Benzodiazepínicos são a primeira linha para abortar a crise.

Contexto Educacional

As crises convulsivas na infância são uma emergência pediátrica comum e exigem um manejo rápido e eficaz. A prioridade inicial é a estabilização do paciente, seguindo os princípios do ABC (Via Aérea, Respiração, Circulação). Isso inclui garantir a permeabilidade das vias aéreas, avaliar a respiração e a oxigenação, e monitorar a circulação, incluindo a frequência cardíaca e a pressão arterial. A punção venosa é fundamental para a administração de medicações e coleta de exames. Após a estabilização inicial, o foco é abortar a crise convulsiva. Os benzodiazepínicos são a medicação de escolha para essa finalidade, devido ao seu rápido início de ação. Midazolam (intranasal, intramuscular ou intravenoso), Diazepam (retal ou intravenoso) e Lorazepam (intravenoso) são as opções mais utilizadas. A investigação da causa subjacente da convulsão, como anamnese detalhada e exames complementares (incluindo neuroimagem), deve ser realizada após a crise ter sido controlada e o paciente estabilizado. É um erro comum priorizar a investigação etiológica antes da estabilização do paciente. A tomografia de crânio não é universalmente indicada e deve ser reservada para casos com sinais de alerta. Além disso, a profilaxia medicamentosa após uma única crise convulsiva não é a regra, sendo considerada apenas em situações específicas de alto risco de recorrência. As causas de convulsão na infância são variadas, incluindo febre, infecções do SNC, distúrbios metabólicos, traumas e epilepsia, sendo as intoxicações exógenas menos comuns como principal causa.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida no manejo de uma crise convulsiva em criança?

A primeira medida é garantir a segurança do paciente, posicionando-o de lado, protegendo a cabeça e liberando as vias aéreas (ABC), seguido de monitorização e acesso venoso.

Qual a medicação de primeira linha para abortar uma crise convulsiva pediátrica?

Os benzodiazepínicos (ex: Midazolam, Diazepam, Lorazepam) são as medicações de primeira linha para abortar uma crise convulsiva aguda em crianças, administrados por via retal, intranasal, intramuscular ou intravenosa.

Quando a tomografia de crânio é indicada em casos de convulsão infantil?

A tomografia de crânio não é indicada em todos os casos. É reservada para situações específicas, como primeira crise não febril, sinais neurológicos focais, alteração do nível de consciência persistente ou suspeita de lesão estrutural.

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