Crise Convulsiva em Crianças: Manejo Agudo e Drogas

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um menino de três anos de idade deu entrada no pronto-socorro infantil com quadro de crise convulsiva tônico-clônica generalizada. A mãe relatou que o paciente é epiléptico e faz uso de ácido valproico. O paciente foi levado para sala de emergência, onde lhe foi ofertado oxigênio em máscara não reinalante e conseguido um acesso venoso periférico rapidamente, ficando o paciente monitorizado.Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta a melhor opção de droga de primeira escolha para o paciente do caso clínico em apreço e a melhor via de administração.

Alternativas

  1. A) ácido valproico por via oral
  2. B) diazepam endovenoso
  3. C) fenobarbital endovenoso
  4. D) tiopental endovenoso
  5. E) midazolam por via oral

Pérola Clínica

Crise convulsiva aguda em criança → Benzodiazepínico EV (Diazepam/Lorazepam) ou IM/IN (Midazolam).

Resumo-Chave

Em uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada em criança, a primeira escolha é um benzodiazepínico, preferencialmente por via endovenosa (Diazepam ou Lorazepam) para rápido controle. Se o acesso venoso for difícil, Midazolam intramuscular ou intranasal são alternativas eficazes.

Contexto Educacional

O manejo de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada em crianças é uma emergência médica que exige intervenção rápida para prevenir danos neurológicos. O objetivo principal é interromper a crise o mais breve possível. A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos, que atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório no cérebro. O Diazepam endovenoso é uma excelente opção devido ao seu rápido início de ação e eficácia. No entanto, a obtenção de um acesso venoso pode ser desafiadora em crianças em crise. Nesses casos, o Midazolam por via intramuscular ou intranasal surge como uma alternativa eficaz e de rápido início, permitindo que o tratamento seja iniciado sem demora. O Lorazepam endovenoso também é uma opção preferencial em muitos protocolos, com uma duração de ação mais longa que o Diazepam. É crucial monitorar o paciente quanto à depressão respiratória, um efeito adverso potencial dos benzodiazepínicos. Após o controle da crise, a investigação da causa subjacente e a avaliação da necessidade de terapia anticonvulsivante de manutenção são passos subsequentes importantes. O ácido valproico, mencionado na questão, é um anticonvulsivante de manutenção e não a droga de escolha para interromper uma crise aguda.

Perguntas Frequentes

Qual a droga de primeira escolha para tratar uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada em crianças?

A droga de primeira escolha são os benzodiazepínicos, como Diazepam ou Lorazepam, administrados preferencialmente por via endovenosa para um rápido início de ação e controle da crise.

Quais são as vias alternativas de administração para benzodiazepínicos em caso de dificuldade de acesso venoso?

Em caso de dificuldade de acesso venoso, o Midazolam pode ser administrado por via intramuscular (IM) ou intranasal (IN), sendo opções eficazes e de rápido início de ação para interromper a crise.

Por que o ácido valproico não é a primeira escolha para uma crise convulsiva aguda em andamento?

O ácido valproico é um anticonvulsivante de manutenção, não sendo a primeira escolha para interromper uma crise convulsiva aguda devido ao seu início de ação mais lento e perfil de segurança em situações de emergência, onde a rapidez é crucial.

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