USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Paciente de 2 anos, sexo feminino, sem antecedentes relevantes, apresenta quadro de febre de até 39.8 ºC, vômitos e prostração, há dois dias. Hoje estava sonolenta e apresentou episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada com duração de cerca de 10 minutos, sendo levada ao pronto-socorro. Na triagem, paciente apresentou nova crise convulsiva, sendo levada à sala de emergência. Foi solicitado acesso venoso, cuja obtenção foi malsucedida. Assinale a droga e a via mais apropriada para controle da crise convulsiva neste momento.
Crise convulsiva pediátrica sem acesso venoso → Midazolam IM é a via preferencial para benzodiazepínicos.
Em uma criança com crise convulsiva prolongada e dificuldade de acesso venoso, o Midazolam intramuscular é a droga de escolha devido à sua rápida absorção e eficácia. Embora o acesso intraósseo seja uma via alternativa para emergências, a administração de benzodiazepínicos por via intramuscular é mais rápida e menos invasiva para o controle inicial da crise.
O manejo de crises convulsivas em crianças é uma emergência pediátrica que exige ação rápida e eficaz para prevenir lesão cerebral e outras complicações. O estado de mal epiléptico, definido como uma crise que dura mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas, é particularmente grave. A primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos, que atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório. A escolha da via de administração é crucial, especialmente em crianças, onde o acesso venoso pode ser desafiador. Embora a via intravenosa seja ideal para um início de ação mais rápido, a dificuldade em obtê-la não deve atrasar o tratamento. Nesses casos, vias alternativas como a intramuscular (IM) ou intranasal (IN) são altamente recomendadas. O Midazolam, por exemplo, tem excelente absorção por via IM e IN, com um início de ação rápido e perfil de segurança favorável em pediatria. O acesso intraósseo (IO) é uma via de emergência vital para a administração de fluidos e medicamentos quando o acesso venoso é inviável. No entanto, para benzodiazepínicos, a via IM ou IN é geralmente mais rápida e menos invasiva para o controle inicial da crise. A questão enfatiza a dificuldade de acesso venoso e a necessidade de controle rápido, tornando o Midazolam IM a escolha mais apropriada, equilibrando eficácia, rapidez e praticidade na emergência pediátrica.
Os benzodiazepínicos são as drogas de primeira linha para o tratamento de crises convulsivas agudas em crianças. Midazolam, Diazepam e Lorazepam são comumente utilizados, com a escolha da via dependendo da situação clínica.
A via intramuscular é considerada quando o acesso venoso é difícil ou impossível de ser obtido rapidamente, especialmente em crianças. O Midazolam IM tem boa absorção e início de ação relativamente rápido, sendo uma excelente opção para o controle inicial da crise.
O acesso intraósseo é indicado em emergências pediátricas quando o acesso venoso não pode ser estabelecido em tempo hábil e há necessidade urgente de administração de fluidos, medicamentos ou hemoderivados. É uma via segura e eficaz para ressuscitação, mas para benzodiazepínicos, vias menos invasivas como IM ou intranasal são preferíveis se disponíveis.
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