ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um escolar de 7 anos está sendo atendido no setor de emergência com história de ter iniciado, 5 minutos antes, episódio de tremores no corpo, repetitivos, com saída de baba pela boca e olhos virados para cima. Próximo à chegada ao hospital, parou de tremer. Antes do episódio, a criança estava brincando sentada no sofá, quando tombou já tremendo, sem cair no chão. Não consumiu alimentos ou bebidas, nem tem história de doenças ou crises anteriores. O exame físico mostrou apenas perda da consciência e presença de urina na roupa. A conduta imediata deve ser:
Crise cessada → ABCDE + Observação. Benzodiazepínico apenas se crise ativa > 5 min.
No período pós-ictal, a prioridade é a estabilização clínica e monitorização (ABC), evitando-se o uso de anticonvulsivantes se a crise já foi interrompida espontaneamente.
O manejo inicial de uma crise convulsiva que já cessou foca na estabilização e segurança do paciente. Na fase pós-ictal, a prioridade é a manutenção da patência das vias aéreas, monitorização de sinais vitais e prevenção de aspiração (posição lateral de segurança). O uso de benzodiazepínicos é reservado para crises em atividade que duram mais de 5 minutos. Administrar essas drogas após o término da crise aumenta o risco de depressão respiratória e prolonga o estado de sonolência pós-ictal sem benefício terapêutico. Além da estabilização, é fundamental investigar a etiologia da crise. Em crianças sem história prévia, deve-se considerar crises febris (se houver febre), distúrbios metabólicos, intoxicações ou infecções do sistema nervoso central. No caso apresentado, a criança está estável e a crise foi breve, permitindo uma observação clínica cuidadosa antes de decidir por exames invasivos.
Os benzodiazepínicos, como diazepam ou midazolam, devem ser administrados apenas se a crise convulsiva estiver em atividade e durar mais de 5 minutos (caracterizando o início de um estado de mal epiléptico). Se a crise cessou espontaneamente antes da chegada ao hospital ou durante o atendimento inicial, a medicação não deve ser feita de forma profilática imediata, focando-se na estabilização do paciente.
A prioridade é a manutenção do ABCDE: garantir a patência das vias aéreas (posicionamento lateral para evitar aspiração), monitorar a saturação de oxigênio, frequência cardíaca e pressão arterial. Deve-se também realizar a glicemia capilar para excluir hipoglicemia como causa da crise e manter o paciente em observação clínica para avaliar a recuperação do nível de consciência.
Não. A punção lombar é indicada apenas se houver suspeita clínica de infecção do sistema nervoso central (meningite/encefalite), como presença de febre, sinais meníngeos, prostração intensa ou em lactentes muito jovens onde os sinais físicos são sutis. Em uma criança de 7 anos estável e sem febre após uma crise breve, a investigação inicial foca em causas metabólicas ou estruturais se indicado.
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