FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente de 65 anos, masculino, diabético, interna com quadro de fraqueza, mialgia e febre de 38,5ºC. Na admissão foi relatada crise tônico-clônica generalizada, escala de coma de Glasgow=14 (abertura ocular ao chamado verbal), pupilas isofotorreagentes, sem déficits motores, glicemia capilar de 110mg/dL. PA: 150/80 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm. Sem antecedentes de epilepsia. Qual a investigação inicial para a crise convulsiva desse paciente?
Crise convulsiva de novo início em adulto → investigar causas metabólicas (Na, Ca, Mg, ureia) e estruturais (TC crânio), além de ECG para arritmias.
Em um paciente adulto com crise convulsiva de novo início, especialmente com fatores de risco como diabetes, é imperativo investigar causas secundárias. Isso inclui distúrbios metabólicos (eletrólitos, função renal), lesões estruturais cerebrais (TC de crânio) e causas cardíacas (ECG para arritmias que podem levar a hipoperfusão cerebral e síncope convulsiva).
Uma crise convulsiva de novo início em um paciente adulto, especialmente com comorbidades como diabetes, exige uma investigação etiológica abrangente e imediata. É fundamental diferenciar crises epilépticas de crises sintomáticas agudas, que possuem causas subjacentes tratáveis. A investigação inicial deve focar em causas reversíveis e potencialmente graves. Isso inclui exames laboratoriais para distúrbios metabólicos (sódio, cálcio, magnésio, ureia, glicemia), que são frequentemente precipitantes. A neuroimagem, preferencialmente tomografia de crânio, é essencial para descartar lesões estruturais agudas como AVC, tumores ou infecções. Um eletrocardiograma também é importante para excluir arritmias cardíacas que podem causar síncope convulsiva. O líquor pode ser considerado se houver suspeita de infecção do sistema nervoso central (meningite, encefalite), especialmente se houver febre e sinais meníngeos. A abordagem deve ser sistemática para identificar a causa e iniciar o tratamento específico, visando prevenir recorrências e complicações.
As causas incluem distúrbios metabólicos (hiponatremia, hipoglicemia, uremia), lesões estruturais cerebrais (AVC, tumores, infecções), intoxicações, abstinência de álcool/drogas e, em menor proporção, epilepsia.
A tomografia de crânio (ou ressonância) é crucial para identificar lesões estruturais agudas no cérebro, como AVC isquêmico ou hemorrágico, tumores, abscessos ou outras anomalias que possam ser a causa da crise.
Exames essenciais incluem eletrólitos (Na, K, Ca, Mg), glicemia, função renal (ureia, creatinina), hemograma e, dependendo do contexto, toxicologia ou gasometria para identificar causas metabólicas.
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