PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Recém-nascido de termo com Apgar 1/3/4, reanimado na sala de parto, apresentou crise convulsiva com 12 horas de vida. A droga mais indicada nessa situação, para ser usada na terapêutica inicial é
Crise convulsiva neonatal (pós-asfixia) → Fenobarbital é a droga de 1ª linha.
O Fenobarbital é a droga de primeira linha para o tratamento de crises convulsivas neonatais, especialmente em recém-nascidos com histórico de asfixia perinatal, devido à sua eficácia e perfil de segurança estabelecido nessa população.
Crises convulsivas neonatais são uma emergência neurológica comum em recém-nascidos, especialmente naqueles com histórico de asfixia perinatal, como indicado por um baixo Apgar. A encefalopatia hipóxico-isquêmica é a causa mais frequente, mas distúrbios metabólicos, infecções e malformações cerebrais também devem ser considerados. O reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais para minimizar o dano neurológico. A fisiopatologia envolve a hiperexcitabilidade neuronal devido a lesões cerebrais ou desequilíbrios metabólicos. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por eletroencefalograma (EEG). A suspeita deve ser alta em RNs com fatores de risco como asfixia, infecções congênitas ou distúrbios metabólicos. O tratamento de primeira linha para crises convulsivas neonatais é o Fenobarbital. Ele atua potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório, reduzindo a excitabilidade neuronal. Outras drogas como Fenitoína ou benzodiazepínicos podem ser usadas como segunda linha se o Fenobarbital falhar. O manejo visa controlar as crises e tratar a causa subjacente.
As principais causas incluem encefalopatia hipóxico-isquêmica (a mais comum), distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hipocalcemia), infecções do SNC, malformações cerebrais e hemorragias intracranianas.
A dose de ataque de Fenobarbital é geralmente de 20 mg/kg IV, podendo ser repetida com doses adicionais de 5-10 mg/kg até um máximo de 40 mg/kg, se as crises persistirem.
As crises neonatais podem ser sutis, manifestando-se como movimentos oculares anormais, apneia, movimentos mastigatórios, pedalagem ou posturas tônicas, sendo muitas vezes difíceis de diferenciar de movimentos fisiológicos.
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