IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Homem, 77 anos, hipertenso e diabético, levado ao atendimento de urgência devido crise convulsiva presenciada em domicilio. Sem historia previa de crises convulsivas. Em uso regular de Losartana, Hidroclorotiazida, Metformina e Glibenclamida. Ao ser avaliado, já em período pos-ictal, estabilidade hemodinâmica e dados vitais normais, sem déficits focais. A primeira hipótese diagnostica para causa do evento:
Idoso diabético em uso de sulfonilureia (Glibenclamida) com crise convulsiva de novo → Hipoglicemia é a primeira hipótese diagnóstica.
Paciente idoso, diabético e hipertenso, em uso de Glibenclamida (sulfonilureia), que causa aumento da secreção de insulina e, consequentemente, risco de hipoglicemia. Uma crise convulsiva de início recente em um paciente com esses fatores de risco, especialmente sem déficits focais pós-ictais, torna a hipoglicemia a principal e mais urgente hipótese diagnóstica a ser investigada e tratada.
Crises convulsivas em idosos representam um desafio diagnóstico, pois podem ter múltiplas etiologias, incluindo causas metabólicas, estruturais (AVC, tumores), infecciosas ou tóxicas. No entanto, em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, a investigação deve priorizar causas reversíveis e potencialmente fatais. O caso de um paciente diabético em uso de hipoglicemiantes orais, especialmente sulfonilureias como a Glibenclamida, levanta uma forte suspeita de hipoglicemia como causa da crise. A Glibenclamida atua estimulando a liberação de insulina pelas células beta do pâncreas, o que pode levar a episódios de hipoglicemia, particularmente em idosos, que podem ter função renal comprometida, refeições irregulares ou interações medicamentosas. A hipoglicemia grave pode causar disfunção cerebral, manifestando-se como confusão, letargia e, em casos extremos, crises convulsivas e coma. Portanto, diante de uma crise convulsiva de novo em um paciente diabético em uso de Glibenclamida, a primeira e mais urgente hipótese diagnóstica é a hipoglicemia. A conduta imediata deve incluir a verificação da glicemia capilar e, se confirmada a hipoglicemia, a administração de glicose. Residentes devem estar vigilantes a essa condição, pois o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a danos neurológicos permanentes.
A Glibenclamida é uma sulfonilureia que estimula a secreção de insulina, aumentando significativamente o risco de hipoglicemia, especialmente em idosos. A hipoglicemia grave pode manifestar-se com sintomas neurológicos, incluindo crises convulsivas.
Além da convulsão, a hipoglicemia grave pode causar confusão mental, desorientação, sonolência excessiva, coma, fraqueza, tontura, sudorese, tremores e taquicardia.
A conduta inicial é verificar a glicemia capilar imediatamente. Se confirmada a hipoglicemia, deve-se administrar glicose oral (se o paciente estiver consciente e cooperativo) ou glicose intravenosa (dextrose a 50% ou 25%) se o paciente estiver inconsciente ou com convulsão ativa.
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