UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Frente ao primeiro episódio de crise convulsiva febril benigna da criança, você deve
Crise convulsiva febril simples → orientar família, antitérmicos, sem exames complementares de rotina.
O primeiro episódio de crise convulsiva febril benigna (ou simples) não requer investigação invasiva como punção lombar ou neuroimagem, nem eletroencefalograma de rotina. O manejo consiste em controlar a febre com antitérmicos e, fundamentalmente, tranquilizar e orientar a família sobre a benignidade do quadro e como agir em futuras crises.
A crise convulsiva febril é o evento convulsivo mais comum na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma convulsão que ocorre na presença de febre (temperatura ≥ 38°C), sem evidência de infecção intracraniana, distúrbio metabólico ou história prévia de convulsões afebris. A maioria é classificada como simples, sendo benigna e com excelente prognóstico. A fisiopatologia envolve uma predisposição genética e a imaturidade do cérebro infantil, que é mais suscetível a descargas elétricas anormais em resposta a picos febris. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Para crises febris simples, não há necessidade de exames complementares como punção lombar, eletroencefalograma (EEG) ou neuroimagem de rotina, a menos que haja atipias ou sinais de alerta para outras condições. O tratamento de um primeiro episódio de crise convulsiva febril simples foca na orientação da família sobre a benignidade do quadro, como agir durante uma crise (proteger a criança, não tentar conter a língua) e no controle da febre com antitérmicos. O uso profilático de anticonvulsivantes não é recomendado devido aos efeitos adversos e à benignidade da condição. É crucial que residentes saibam diferenciar crises simples de complexas para um manejo adequado.
Uma crise convulsiva febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete dentro de 24 horas. Ocorre em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associada à febre sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou causa metabólica.
Não, a punção lombar e a neuroimagem (TC ou RM de crânio) não são indicadas de rotina após um primeiro episódio de crise convulsiva febril simples, a menos que haja sinais de infecção do sistema nervoso central ou outras anormalidades neurológicas.
A orientação familiar é fundamental para reduzir a ansiedade dos pais, explicar a benignidade do quadro, ensinar medidas de primeiros socorros durante uma crise e desmistificar a condição. Isso ajuda a evitar idas desnecessárias à emergência e a promover um manejo adequado em casa.
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