UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Em relação às crises convulsivas, é INCORRETO afirmar que:
Convulsão febril simples não exige EEG/imagem; Meningite → PL + ATB precoce; Crise convulsiva → ABC + O2.
Crises convulsivas febris simples são benignas e não demandam exames neurológicos extensos como EEG ou imagem. No entanto, a suspeita de meningite como causa de convulsão exige punção lombar e início rápido de antibioticoterapia, mesmo antes da PL, se houver atraso.
As crises convulsivas representam uma emergência neurológica comum, exigindo um manejo rápido e preciso. É fundamental diferenciar as convulsões febris simples, que são geralmente benignas e autolimitadas em crianças, de outras causas mais graves, como infecções do sistema nervoso central (SNC) ou epilepsia. O conhecimento das diretrizes de investigação e tratamento é crucial para o residente. As convulsões febris simples são tipicamente tônico-clônicas generalizadas, com duração inferior a 15 minutos, e não requerem investigação neurológica extensa (EEG ou imagem). No entanto, a suspeita de meningite como causa da crise convulsiva impõe a realização de punção lombar e o início imediato de antibioticoterapia empírica, mesmo antes da PL, se houver atraso. No atendimento inicial na emergência, a prioridade é a estabilização do paciente, seguindo o protocolo ABC (Airway, Breathing, Circulation), com oxigenoterapia e estabelecimento de acesso venoso. O EEG continua sendo o exame padrão-ouro para o diagnóstico e classificação da epilepsia, auxiliando na identificação da origem das crises.
A maioria das convulsões febris simples não exige EEG ou exames de imagem. Estes são indicados em casos de convulsão febril complexa (duração > 15 min, focal, recorrência em 24h), sinais neurológicos focais, ou suspeita de infecção do SNC.
A conduta inicial segue o ABC (Airway, Breathing, Circulation), garantindo a permeabilidade das vias aéreas, ventilação adequada (com oxigenoterapia na maior concentração possível) e acesso venoso. Em seguida, busca-se interromper a crise com benzodiazepínicos.
O eletroencefalograma (EEG) é o padrão-ouro porque registra a atividade elétrica cerebral, podendo identificar descargas epileptiformes interictais ou ictais, que são características da epilepsia e ajudam a classificar o tipo de crise e a localizar a área de origem.
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