Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Em relação as crises convulsivas na infância, sinalize alternativa INCORRETA.
Crise convulsiva febril simples NÃO requer anticonvulsivante contínuo após 1º episódio.
A crise convulsiva febril simples é um evento benigno e autolimitado, sem risco aumentado de epilepsia futura ou danos neurológicos. O uso contínuo de anticonvulsivantes não é recomendado devido aos potenciais efeitos adversos e à falta de benefício comprovado na prevenção de futuras crises febris ou epilepsia.
As crises convulsivas na infância são uma das emergências neurológicas mais comuns em pediatria, abrangendo desde eventos benignos como as crises febris simples até síndromes epilépticas graves. É crucial que o residente saiba diferenciar os tipos de crises e aplicar a conduta terapêutica adequada, evitando tratamentos desnecessários ou tardios. A fisiopatologia das crises envolve uma descarga elétrica anormal e excessiva de neurônios cerebrais. O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, exame físico e, em alguns casos, exames complementares como EEG e neuroimagem. A suspeita deve ser alta em qualquer criança com alteração súbita do nível de consciência ou movimentos involuntários. O tratamento varia conforme a etiologia e o tipo de crise. Enquanto crises febris simples não requerem profilaxia contínua, o estado de mal epiléptico exige intervenção rápida com benzodiazepínicos, seguidos por anticonvulsivantes de segunda linha como fenitoína ou fenobarbital. O fenobarbital é o fármaco de escolha para crises neonatais.
Uma crise convulsiva febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, ocorre apenas uma vez em 24 horas e não tem características focais. Ela ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos com febre, sem infecção do SNC ou história de crise afebril.
Para crises convulsivas refratárias aos benzodiazepínicos, os medicamentos de escolha seriam Fenitoína ou Fenobarbital, administrados por via intravenosa para controlar o estado de mal epiléptico.
A Síndrome de West é caracterizada pela tríade de espasmos infantis (geralmente em salvas), involução ou interrupção do desenvolvimento neuropsicomotor e um padrão de hipsarritmia no eletroencefalograma (EEG).
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