PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Lactente 24 meses de idade apresentou crise convulsiva generalizada com duração de 3 minutos. Ficou sonolento após a crise e colocado cem observação 30 minutos após não apresentava mais nenhuma anormalidade. Vinha apresentando coriza mucosa e tosse há um dia. Ao exame físico temperatura de 38,9°C, FC - 110 bpm, PA 85/49 mmHg, eritema de tonsilas e pilares, ausência de rigidez de nuca e sinais neurológico focais. Qual a conduta apropriada?
Crise Febril Simples (6m-5a) → < 15 min + Generalizada + 1 em 24h → Conduta: Orientar família.
A crise febril simples é um evento benigno e autolimitado na infância. Se o exame físico for normal e a crise tiver características típicas, não há necessidade de exames invasivos ou medicação profilática.
A crise febril é a desordem convulsiva mais comum da infância, afetando 2-5% das crianças. A fisiopatologia envolve uma vulnerabilidade do cérebro imaturo ao aumento rápido da temperatura corporal. O prognóstico é excelente, sem impacto no QI ou aumento significativo no risco de epilepsia futura (que permanece próximo a 1-2%, similar à população geral).
Uma crise febril é classificada como simples quando é generalizada (tônico-clônica), dura menos de 15 minutos, ocorre apenas uma vez em um período de 24 horas e acontece em uma criança com desenvolvimento neuropsicomotor normal, entre 6 meses e 5 anos de idade.
A punção lombar é indicada se houver sinais clínicos de meningite (rigidez de nuca, Kernig, Brudzinski), em lactentes entre 6 e 12 meses se o status vacinal para Hib ou Pneumococo for incompleto, ou se a criança estiver em uso de antibióticos que possam mascarar sintomas de meningite.
Não. Estudos clínicos demonstram que o uso de antitérmicos (paracetamol, dipirona ou ibuprofeno) é eficaz para o conforto da criança e redução da temperatura, mas não previne a ocorrência ou a recorrência de crises convulsivas febris.
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