Crise Convulsiva Febril: Manejo e Baixo Risco de Epilepsia

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Londrina (PR) — Prova 2017

Enunciado

Criança de 4 anos, sexo masculino, deu entrada no Serviço de Emergência as 19:00 apresentando contrações tônico-clônica generalizada. Veio com a Avó materna que cuida do neto para Mãe trabalhar. Primeiro episódio de crise convulsiva. Está apresentando febre alta há 2 dias, acompanhada de odinofagia, vômitos e cefaleia. Esteve hoje no período da manhã em sua UBS de origem, onde a pediatra fez o diagnóstico de amigdalite e iniciou Amoxicilina. Fez uso de duas doses, é a primeira vez que faz uso de antibiótico em sua vida. Ao exame físico observa-se temperatura de 38,5oC, palidez perioral, exantema micropapular em tronco e virilha e língua em framboesa. Sinais meníngeos ausentes. Podemos afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Provavelmente é uma crise epilética febril desencadeada por um foco infeccioso.
  2. B) O tratamento na vigência da crise convulsiva consiste em abaixar a temperatura, suplementação de oxigênio e administrar Diazepam.
  3. C) A criança deve permanecer em observação durante o período pós-ictal, ou seja, algumas horas até se recuperar totalmente e o mais importante do que a avaliação laboratorial é a avaliação médica.
  4. D) Não existe necessidade de exame de neuroimagem em crise febril simples.
  5. E) Criança que apresenta crise convulsiva febril tem um porcentual alto de mais de 75% de desenvolver epilepsia no futuro.

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