UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Pré-escolar de 4 anos foi trazido à Emergência por ter apresentado crise convulsiva na vigência de febre, caracterizada pela família como tônico-clônica generalizada, com duração de cerca de 1 minuto. A criança foi diagnosticada com otite média aguda. O exame neurológico estava normal. Embora a pediatra de plantão tenha orientado os familiares sobre crises convulsivas febris, eles permaneciam preocupados, desejando saber sobre os riscos de novos eventos semelhantes. Assinale a alternativa que contempla um fator associado à recorrência de crise febril.
Crise febril: Recorrência ↑ com histórico familiar de crise febril e idade < 18 meses na 1ª crise.
O histórico familiar de crise convulsiva febril é um dos fatores mais importantes para prever a recorrência de novos eventos. Outros fatores incluem idade jovem na primeira crise e crises de curta duração com febre baixa.
A crise convulsiva febril é um evento neurológico comum na infância, afetando crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associada a febre sem evidência de infecção intracraniana. Embora assustadora para os pais, a maioria das crises febris é benigna e não causa sequelas neurológicas a longo prazo. É fundamental diferenciar a crise febril simples da complexa, pois esta última pode ter um risco ligeiramente maior de recorrência e de desenvolvimento de epilepsia. Os fatores de risco para recorrência de crises febris são importantes para orientar os familiares e monitorar a criança. Os mais relevantes incluem idade jovem na primeira crise (especialmente < 18 meses), histórico familiar de crises febris em parentes de primeiro grau, baixa temperatura no início da crise e curta duração da febre antes do evento. O histórico familiar de epilepsia, embora um fator de risco para o desenvolvimento de epilepsia, não é o principal preditor de recorrência de *crises febris*. Para residentes, é crucial saber identificar esses fatores de risco para fornecer um aconselhamento adequado aos pais sobre o prognóstico e a probabilidade de novos eventos. A tranquilização familiar e a educação sobre o manejo da febre são pilares da conduta, enquanto a investigação de causas subjacentes é reservada para casos atípicos ou crises complexas. O acompanhamento ambulatorial é recomendado para monitorar o desenvolvimento neurológico e discutir estratégias de prevenção, se necessário.
Os principais fatores de risco para recorrência incluem idade inferior a 18 meses na primeira crise, histórico familiar de crise convulsiva febril, baixa temperatura no início da crise e curta duração da febre antes da crise.
A maioria das crianças com crise convulsiva febril não desenvolve epilepsia. No entanto, o risco é ligeiramente maior em casos de crises febris complexas, anormalidades neurológicas pré-existentes ou histórico familiar de epilepsia.
A crise febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e ocorre uma única vez em 24 horas. A crise febril complexa pode ser focal, durar mais de 15 minutos, ou ocorrer múltiplas vezes em 24 horas, e está associada a um risco ligeiramente maior de epilepsia.
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