Crise Convulsiva Febril: Diferenciando Casos Complicados

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

A crise convulsiva febril é uma desordem neurológica comum na infância e afeta em torno de 2 a 5% das crianças. Ocorre entre 6 meses a 5 anos de idade com maior incidência entre 1 a 2 anos de idade. Geralmente, a crise ocorre nas primeiras 24 horas do início da febre e é breve. São definidos como casos complicados, exceto:

Alternativas

  1. A) Duração da crise maior que 15 minutos.
  2. B) Recorrência no mesmo período febril.
  3. C) Paralisia após a crise.
  4. D) Crise convulsiva com febre alta.
  5. E) Todas as alternativas estão incorretas.

Pérola Clínica

Crise convulsiva febril complicada: duração > 15 min, recorrência no mesmo episódio febril, ou focalidade/paralisia pós-crise.

Resumo-Chave

A crise convulsiva febril é uma desordem comum na infância. É considerada complicada se a duração for superior a 15 minutos, se houver recorrência no mesmo período febril, ou se apresentar características focais ou paralisia pós-crise (paralisia de Todd). A febre alta por si só não define uma crise como complicada.

Contexto Educacional

A crise convulsiva febril é a desordem neurológica mais comum na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, com pico de incidência entre 1 e 2 anos. É definida como uma crise convulsiva associada à febre, na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico ou história prévia de crise afebril. A compreensão da sua classificação em simples e complicada é crucial para o manejo e orientação familiar. A fisiopatologia envolve a imaturidade do sistema nervoso central em resposta à elevação rápida da temperatura. As crises são geralmente breves e ocorrem nas primeiras 24 horas do início da febre. Uma crise é considerada complicada se apresentar duração maior que 15 minutos, se for focal (não generalizada), se houver recorrência no mesmo período febril, ou se houver paralisia pós-crise (paralisia de Todd). A presença de febre alta, por si só, não é um critério para classificar a crise como complicada. O manejo inicial foca em controlar a crise (se ainda ativa) e investigar a causa da febre. O prognóstico da crise convulsiva febril simples é excelente, com baixo risco de epilepsia futura. As crises complicadas, embora ainda com bom prognóstico na maioria dos casos, podem ter um risco ligeiramente maior de recorrência e, em alguns casos, de desenvolvimento de epilepsia. É fundamental que residentes saibam diferenciar esses quadros para tranquilizar os pais e indicar a investigação e acompanhamento adequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para uma crise convulsiva febril ser considerada simples?

Uma crise convulsiva febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, não se repete dentro de 24 horas (ou no mesmo episódio febril) e não apresenta características focais ou déficits neurológicos pós-crise.

Quais são os fatores de risco para recorrência de crises convulsivas febris?

Fatores de risco incluem idade jovem no primeiro episódio (<18 meses), história familiar de convulsão febril, febre baixa no início da crise e curto intervalo entre o início da febre e a crise.

A febre alta aumenta o risco de uma crise convulsiva febril ser complicada?

Não, a altura da febre não é um critério para classificar uma crise convulsiva febril como complicada. Os critérios são duração, recorrência e características focais ou déficits pós-crise, independentemente do grau da febre.

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