Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Sobre as crises convulsivas febris benignas da infância, é CORRETO afirmar:
Crise convulsiva febril benigna = associada à febre, geralmente simples, curta duração, idade 6 meses a 5 anos, baixo risco de epilepsia.
As crises convulsivas febris benignas são eventos comuns na infância, caracterizadas pela associação com febre, ocorrendo tipicamente entre 6 meses e 5 anos de idade. A maioria é de tipo simples, de curta duração, e o risco de desenvolver epilepsia no futuro é baixo.
As crises convulsivas febris (CCF) são os eventos convulsivos mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. São definidas como convulsões que ocorrem em associação com febre (temperatura ≥ 38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos ou história de convulsões afebris prévias. Geralmente ocorrem entre os 6 meses e os 5 anos de idade, sendo mais frequentes por volta dos 18 meses. A maioria das CCF é classificada como "simples": são crises generalizadas (tônico-clônicas), de curta duração (geralmente < 15 minutos) e não se repetem dentro de 24 horas. As crises complexas, por outro lado, são focais, duram mais de 15 minutos ou ocorrem em salvas. A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que haja uma predisposição genética e uma imaturidade do sistema nervoso central à febre. O prognóstico das crises convulsivas febris simples é excelente, com baixo risco de sequelas neurológicas ou de desenvolvimento de epilepsia no futuro (risco similar ao da população geral). O manejo agudo envolve o controle da febre e, se a crise for prolongada, o uso de benzodiazepínicos. A profilaxia contínua com anticonvulsivantes não é recomendada para crises simples devido aos efeitos adversos e ao baixo risco de recorrência ou epilepsia.
Uma crise convulsiva febril simples é generalizada, tônico-clônica, dura menos de 15 minutos e não se repete dentro de 24 horas.
As crises convulsivas febris ocorrem mais frequentemente em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, com pico de incidência por volta dos 18 meses.
O risco de desenvolver epilepsia após uma crise convulsiva febril simples é baixo, comparável ao da população geral. Fatores de risco para epilepsia incluem crises complexas, história familiar de epilepsia e anormalidades neurológicas prévias.
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