Crise Convulsiva Febril: Fatores de Risco e Recorrência

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021

Enunciado

A crise convulsiva febril é definida como crise associada à febre, desde sejam descartadas infecção intracraniana ou outra desordem neurológica, distúrbios metabólicos definidos e antecedentes de convulsões afebris. Em relação a crise febril é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Após uma crise convulsiva febril, mesmo o paciente que possui exames segmentar e neurológico sem anormalidades necessita realizar exames complementares, como estudos de neuroimagem.
  2. B) A evolução nem sempre é benigna e a recorrência cursa com déficit cognitivo, podendo levar ao desenvolvimento de epilepsia.
  3. C) Agentes antipiréticos podem ser utilizados para reduzir a temperatura e a recorrência de crises febris sendo seu uso considerado importante na profilaxia de novas crises.
  4. D) São fatores de risco para recorrência da crise febril: idade de início inferior a 18 meses, história familiar positiva, duração prolongada e intensidade da febre.

Pérola Clínica

Crise convulsiva febril: fatores de risco para recorrência incluem idade < 18 meses, história familiar, duração prolongada e febre baixa no início da crise.

Resumo-Chave

A crise convulsiva febril é um evento benigno, mas a recorrência é comum. Fatores de risco para recorrência incluem idade de início jovem (<18 meses), história familiar de crise febril, duração prolongada da crise e febre de baixa intensidade no início da crise, que indica uma menor tolerância à febre.

Contexto Educacional

A crise convulsiva febril (CCF) é o tipo mais comum de convulsão na infância, definida como uma crise associada à febre em crianças de 6 meses a 5 anos, na ausência de infecção intracraniana, distúrbios metabólicos ou história de convulsões afebris. É geralmente benigna, mas a recorrência é uma preocupação comum para os pais e profissionais de saúde. A fisiopatologia não é totalmente compreendida, mas envolve a imaturidade do sistema nervoso central e a resposta do cérebro à elevação rápida da temperatura. O diagnóstico é clínico, após exclusão de outras causas de convulsão, e é importante diferenciar entre crise febril simples e complexa, que tem um risco ligeiramente maior de recorrência e epilepsia. Os fatores de risco para recorrência incluem idade de início inferior a 18 meses, história familiar de CCF, duração prolongada da crise inicial e febre de baixa intensidade no início da crise. A evolução é geralmente benigna, com baixo risco de déficit cognitivo ou desenvolvimento de epilepsia, especialmente para crises simples. O tratamento agudo foca em interromper a crise (benzodiazepínicos) e o manejo da febre. A profilaxia contínua com anticonvulsivantes não é rotineiramente recomendada devido aos efeitos adversos e à natureza benigna da condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos de uma crise convulsiva febril?

Crise convulsiva associada à febre (temperatura >38°C), sem evidência de infecção intracraniana, distúrbios metabólicos agudos ou história prévia de convulsões afebris. Ocorre tipicamente entre 6 meses e 5 anos de idade, sendo mais comum em crianças pequenas.

A crise convulsiva febril pode levar ao desenvolvimento de epilepsia?

A maioria das crianças com crise convulsiva febril simples não desenvolve epilepsia. No entanto, a crise febril complexa (duração >15 min, focal, ou múltiplas crises em 24h) e a presença de múltiplos fatores de risco aumentam ligeiramente o risco de epilepsia futura.

O uso de antipiréticos previne a recorrência de crises convulsivas febris?

Não. Embora os antipiréticos ajudem a controlar a febre e o desconforto, estudos demonstram que eles não são eficazes na prevenção da recorrência de crises convulsivas febris. A profilaxia contínua com anticonvulsivantes é raramente indicada devido aos efeitos adversos.

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