SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Lactente, 1 ano, previamente hígido, é trazido à emergência pelos pais devido à crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Genitora relata que a criança iniciou a crise logo após despertar, aparentemente, sem nenhum fator desencadeante. Nega febre, trauma, uso de medicações ou histórico de infecção recente. À admissão, paciente apresenta movimentos tônico-clônicos de membros e sialorreia importante, com os seguintes parâmetros: FC - 140bpm; FR - 40irpm; SatO₂ - 96% (sob máscara de oxigênio); Temperatura axilar - 36,5°C; glicemia capilar - 86 mg/dL. Qual das seguintes alternativas é a farmacoterapia mais apropriada nesse momento?
Crise convulsiva em lactente: Midazolam IM é a primeira escolha para interrupção rápida fora do acesso venoso.
Em crises convulsivas agudas, especialmente em ambiente pré-hospitalar ou sem acesso venoso imediato, benzodiazepínicos como o midazolam intramuscular são a primeira linha devido à sua rápida ação e facilidade de administração. A dose de 0,2 mg/kg IM é eficaz para cessar a crise rapidamente.
A crise convulsiva em lactentes é uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento e tratamento rápidos para prevenir morbidade e mortalidade. Embora muitas crises sejam autolimitadas, a interrupção prolongada pode levar a lesões cerebrais. A etiologia pode variar de febril a metabólica, infecciosa ou estrutural, mas o manejo inicial foca na estabilização e interrupção da crise. O diagnóstico de uma crise convulsiva é clínico, baseado na observação dos movimentos tônico-clônicos. A avaliação inicial deve incluir a verificação de glicemia, temperatura e saturação de oxigênio para identificar causas reversíveis. A ausência de febre e outros fatores desencadeantes no caso sugere uma crise afebril, que requer investigação etiológica após a estabilização. A farmacoterapia de primeira linha para crises convulsivas agudas em crianças são os benzodiazepínicos. O Midazolam, especialmente pela via intramuscular, é preferido em situações de emergência devido à sua rápida absorção e eficácia, especialmente quando o acesso venoso é difícil ou demorado. A dose de 0,2 mg/kg IM é segura e eficaz. Outras opções incluem Diazepam IV/retal ou Lorazepam IV. Após a interrupção da crise, a investigação da causa subjacente é fundamental para prevenir recorrências.
Os sinais incluem movimentos rítmicos e simétricos dos quatro membros, perda de consciência, sialorreia e, por vezes, cianose. A crise pode ser precedida por um pródromo ou ocorrer subitamente.
O Midazolam intramuscular é crucial por sua rápida absorção e início de ação, permitindo a interrupção imediata da crise mesmo na ausência de acesso venoso. Isso minimiza o tempo de convulsão e o risco de lesão cerebral.
Outras opções como Diazepam retal ou intranasal podem ser usadas se Midazolam IM não estiver disponível. Fenitoína ou Fenobarbital são geralmente reservados para crises refratárias ou estado de mal epiléptico após falha dos benzodiazepínicos.
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