Crise Convulsiva Aguda: Manejo Inicial e Tratamento

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020

Enunciado

O tratamento agudo da crise convulsiva deve ser realizado o quanto antes. São medidas inicias que devem ser realizadas, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Iniciar hidantoína.
  2. B) Oferecer oxigênio por cateter nasal.
  3. C) Providenciar acesso venoso e realizar benzodiazepínico.
  4. D) Colocar a criança em posição decúbito dorsal com a cabeça lateralizada e manter permeabilidade de vias aéreas.

Pérola Clínica

Tratamento agudo da crise convulsiva → priorizar vias aéreas e benzodiazepínicos IV.

Resumo-Chave

O manejo inicial da crise convulsiva visa garantir a segurança do paciente e interromper a atividade convulsiva o mais rápido possível. Isso inclui proteger as vias aéreas, oferecer oxigênio e administrar benzodiazepínicos intravenosos. A hidantoína (fenitoína) é uma medicação de segunda linha, usada após a falha dos benzodiazepínicos ou para manutenção.

Contexto Educacional

O tratamento agudo da crise convulsiva é uma emergência neurológica que exige intervenção rápida para prevenir lesões cerebrais e complicações sistêmicas. A prioridade inicial é garantir a segurança do paciente e manter a permeabilidade das vias aéreas, posicionando o paciente em decúbito lateral para evitar aspiração e oferecendo oxigênio suplementar. A fisiopatologia da crise convulsiva envolve uma descarga elétrica anormal e excessiva de neurônios cerebrais. O tratamento farmacológico de primeira linha são os benzodiazepínicos intravenosos (como lorazepam ou diazepam), devido ao seu rápido início de ação e eficácia em interromper a crise. Eles atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório. A hidantoína (fenitoína) é um anticonvulsivante de segunda linha, utilizado se a crise não ceder com os benzodiazepínicos ou para manutenção após o controle inicial. Sua administração é mais lenta e possui mais efeitos colaterais agudos, como hipotensão e arritmias, se infundida rapidamente. O manejo adequado é crucial para evitar a progressão para o estado de mal epiléptico, uma condição com alta morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira linha de tratamento farmacológico para crise convulsiva aguda?

A primeira linha de tratamento farmacológico para crise convulsiva aguda são os benzodiazepínicos intravenosos, como lorazepam ou diazepam. Eles agem rapidamente para interromper a atividade convulsiva, potencializando a ação do neurotransmissor GABA.

Por que a hidantoína não é a primeira escolha no tratamento agudo da convulsão?

A hidantoína (fenitoína) não é a primeira escolha devido ao seu início de ação mais lento e ao risco de efeitos adversos cardiovasculares (hipotensão, arritmias) se infundida rapidamente. Ela é considerada uma medicação de segunda linha, para casos refratários aos benzodiazepínicos ou para manutenção.

Quais as medidas de suporte essenciais durante uma crise convulsiva?

As medidas de suporte essenciais incluem garantir a segurança do paciente, proteger as vias aéreas (posicionar em decúbito lateral, remover objetos da boca), oferecer oxigênio suplementar, monitorar sinais vitais e obter acesso venoso para administração de medicamentos.

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