UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Lactente 4 meses, sexo masculino, em aleitamento materno exclusivo, dá entrada na emergência pediátrica com crise convulsiva tônico-clônica, e você, como médico residente, verifica que esse paciente apresenta exame físico normal e está afebril.Dessa forma, quais exames devem ser considerados para elucidação do diagnóstico para uma criança com idade inferior a 6 meses que se apresenta na emergência com primeiro episódio de crise convulsiva afebril?
Lactente < 6m com 1ª crise afebril → investigar causas metabólicas e infecciosas (glicemia, eletrólitos, gasometria, PL).
Em lactentes jovens (< 6 meses) com primeira crise convulsiva afebril, a investigação deve ser ampla e urgente, focando em causas metabólicas (hipoglicemia, distúrbios eletrolíticos, erros inatos do metabolismo) e infecciosas (meningite), que são mais prevalentes e graves nessa faixa etária.
Crises convulsivas em lactentes, especialmente as afebris, representam um desafio diagnóstico e terapêutico na emergência pediátrica. Em crianças com menos de 6 meses, o sistema nervoso central é imaturo, tornando-as mais suscetíveis a convulsões e com apresentações clínicas atípicas. A ausência de febre não exclui causas infecciosas graves, como meningite ou encefalite, que podem se manifestar apenas com irritabilidade, letargia ou convulsões. A investigação de um primeiro episódio de crise convulsiva afebril em lactentes jovens deve ser abrangente e rápida. Exames laboratoriais iniciais essenciais incluem glicemia (para descartar hipoglicemia, uma causa comum e reversível), eletrólitos (sódio, cálcio, magnésio) para identificar desequilíbrios, e gasometria para avaliar distúrbios ácido-básicos e metabólicos. Além disso, a punção lombar é fundamental para analisar o líquido cefalorraquidiano e descartar infecções do sistema nervoso central, mesmo na ausência de febre ou sinais meníngeos clássicos. Outros exames complementares, como neuroimagem (ultrassonografia transfontanelar, tomografia ou ressonância magnética) e eletroencefalograma (EEG), podem ser indicados após a estabilização do paciente e a exclusão de causas agudas tratáveis, para investigar malformações cerebrais, lesões estruturais ou síndromes epilépticas. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, controle da crise e tratamento da causa subjacente identificada.
As principais causas incluem distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hipocalcemia, hiponatremia), infecções do SNC (meningite, encefalite), erros inatos do metabolismo, malformações cerebrais e trauma.
A punção lombar é essencial para descartar meningite ou encefalite, pois lactentes podem não apresentar sinais clássicos de irritação meníngea, e a infecção do SNC é uma causa grave e tratável de convulsão.
Glicemia (hipoglicemia), eletrólitos (sódio, cálcio, magnésio) e gasometria (acidose metabólica) são exames cruciais para identificar distúrbios que podem ser rapidamente corrigidos e prevenir danos neurológicos.
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