PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
A crise cianótica ou hipoxêmica é uma complicação que pode ocorrer em pacientes portadores de cardiopatia congênita cianótica. No seu tratamento, algumas drogas estão indicadas EXCETO:
Crise cianótica: ↓ resistência vascular pulmonar, ↑ resistência vascular sistêmica. Digoxina CONTRAINDICADA.
A crise cianótica é uma emergência em cardiopatias congênitas cianóticas (ex: Tetralogia de Fallot), caracterizada por hipóxia severa. O tratamento visa aumentar a resistência vascular sistêmica (RVS) e diminuir o shunt da direita para a esquerda, além de reduzir o espasmo infundibular pulmonar. A digoxina não é indicada e pode ser prejudicial.
A crise cianótica, ou hipoxêmica, é uma emergência pediátrica grave que afeta crianças com cardiopatias congênitas cianóticas, como a Tetralogia de Fallot. Caracteriza-se por um aumento súbito da cianose e hipoxemia, exigindo intervenção rápida para prevenir danos neurológicos e morte. É uma condição crítica que demanda reconhecimento e tratamento imediatos. Fisiologicamente, a crise é desencadeada por um aumento do espasmo do infundíbulo pulmonar, que eleva a resistência na via de saída do ventrículo direito, intensificando o shunt da direita para a esquerda. O tratamento visa quebrar esse ciclo vicioso, utilizando medidas como oxigênio, sedação (morfina), beta-bloqueadores (propranolol) para relaxar o infundíbulo e fluidos para aumentar o retorno venoso e o enchimento ventricular. É crucial evitar drogas que possam piorar a situação. A digoxina, por exemplo, é contraindicada, pois pode aumentar o espasmo infundibular e a resistência vascular pulmonar, agravando a crise. O bicarbonato de sódio pode ser útil para corrigir acidose metabólica, que frequentemente acompanha a hipoxemia prolongada, mas não é a droga principal para reverter a crise.
Os sinais incluem aumento súbito da cianose, taquipneia, irritabilidade, choro inconsolável, e em casos graves, letargia, convulsões e perda de consciência, refletindo hipoxemia severa.
A crise ocorre devido a um espasmo do infundíbulo pulmonar, que aumenta a obstrução da via de saída do ventrículo direito, resultando em maior shunt da direita para a esquerda através da comunicação interventricular e hipoxemia severa.
Morfina (sedação e redução do espasmo infundibular), propranolol (reduz espasmo infundibular), oxigênio, fluidos intravenosos e, em casos refratários, vasopressores para aumentar a resistência vascular sistêmica são indicados.
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