UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Nas crianças portadoras de cardiopatias congênitas, a crise de cianose ocorre quando:
Crise de cianose em cardiopatas = Hb não oxigenada > 5 g/dL.
A crise de cianose, ou crise hipercianótica, é uma emergência em crianças com cardiopatias congênitas cianóticas, como a Tetralogia de Fallot. Ela ocorre quando há um aumento súbito do shunt da direita para a esquerda, resultando em uma quantidade de hemoglobina não oxigenada superior a 5 g/dL.
As crises de cianose, também conhecidas como crises hipercianóticas ou 'spells', são emergências pediátricas que ocorrem em crianças com cardiopatias congênitas cianóticas, sendo mais comuns na Tetralogia de Fallot. A cianose é a coloração azulada da pele e mucosas devido à presença de hemoglobina não oxigenada em quantidade superior a 5 g/dL no sangue capilar. A compreensão desse fenômeno é crucial para o manejo adequado e rápido, visando prevenir sequelas neurológicas. Fisiopatologicamente, a crise de cianose é resultado de um aumento súbito e acentuado do shunt da direita para a esquerda, levando a uma hipoxemia grave. Isso pode ser desencadeado por fatores que diminuem a resistência vascular sistêmica (como choro, esforço) ou aumentam a resistência vascular pulmonar (espasmo infundibular). O aumento da hemoglobina não oxigenada acima de 5 g/dL é o limiar para a manifestação clínica da cianose, independentemente da saturação total de oxigênio. O manejo de uma crise de cianose envolve medidas para reverter o shunt e melhorar a oxigenação. Isso inclui a posição genupeitoral (joelhos-tórax) para aumentar a resistência vascular sistêmica, administração de oxigênio, sedação com morfina para reduzir a ansiedade e o espasmo infundibular, e, em casos refratários, o uso de beta-bloqueadores ou fluidos. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são vitais para o prognóstico do paciente.
Crises de cianose, frequentemente chamadas de crises hipóxicas ou 'spells', são comumente desencadeadas por fatores que aumentam o shunt da direita para a esquerda, como choro intenso, alimentação, defecação ou desidratação, que levam a um aumento da resistência vascular pulmonar ou diminuição da resistência vascular sistêmica.
A crise de cianose ocorre devido a um desequilíbrio entre a resistência vascular pulmonar e sistêmica, favorecendo o shunt da direita para a esquerda. Isso resulta em um fluxo sanguíneo pulmonar reduzido e um aumento da passagem de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica, elevando a concentração de hemoglobina não oxigenada.
A conduta inicial inclui posicionar a criança em joelhos-tórax (posição genupeitoral) para aumentar a resistência vascular sistêmica, administrar oxigênio, sedação (morfina) para reduzir o consumo de oxigênio e aliviar o espasmo infundibular, e, se necessário, beta-bloqueadores ou fluidos intravenosos.
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