HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Sobre a crise do tipo ausência, é correto:
Crise de ausência → epilepsia generalizada, comum em crianças, desencadeada por hiperventilação, EEG com ponta-onda 3 Hz.
As crises de ausência são epilepsias generalizadas típicas da infância, caracterizadas por breves interrupções da consciência. A hiperventilação é um potente desencadeador e é utilizada como manobra de ativação no EEG, que tipicamente mostra complexos de ponta-onda generalizados de 3 Hz.
A crise de ausência, também conhecida como "pequeno mal", é uma forma de epilepsia generalizada idiopática que afeta predominantemente crianças em idade escolar, com pico de incidência entre 4 e 8 anos. É caracterizada por episódios súbitos e breves de alteração da consciência, sem perda do tônus postural, e pode ter um impacto significativo no aprendizado e desenvolvimento social da criança se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Fisiopatologicamente, as crises de ausência envolvem descargas anormais generalizadas no córtex cerebral e tálamo. O diagnóstico é clínico, baseado na descrição dos episódios, e confirmado pelo eletroencefalograma (EEG), que revela complexos de ponta-onda generalizados de 3 Hz. A hiperventilação é uma manobra de ativação clássica que pode precipitar essas descargas e as crises. O tratamento de primeira linha para crises de ausência é a etossuximida, que é altamente eficaz e bem tolerada. O valproato (ácido valproico) é uma alternativa, especialmente se houver coexistência de outros tipos de crises generalizadas, como as tônico-clônicas. É crucial diferenciar as crises de ausência de desatenção ou crises focais complexas para garantir o tratamento correto e evitar o uso de medicamentos ineficazes ou contraindicados.
Uma crise de ausência é caracterizada por um breve período de interrupção da consciência, com o paciente parecendo "desligar" ou "fixar o olhar", sem perda de tônus postural ou confusão pós-ictal.
A hiperventilação é um desencadeador comum das crises de ausência e é frequentemente utilizada durante o eletroencefalograma (EEG) para provocar os complexos de ponta-onda generalizados de 3 Hz, que são patognomônicos.
A etossuximida é o fármaco de primeira escolha para crises de ausência puras, enquanto o valproato é uma alternativa eficaz, especialmente se houver outros tipos de crises generalizadas associadas.
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